Arquivos Mensais: Fevereiro 2008

Título: O Albergue 2

Título Original: Hostel Part II

Elenco: Lauren German (Beth), Heather Matarazzo (Lorna), Bijou Phillips (Whitney), Roger Bart (Stuart), Richard Burgi (Todd) e Vera Jordanova (Axelle).

Direção: Eli Roth 

Roteiro: Eli Roth 

Observações técnicas: teve produção executiva de Quentin Tarantino e Boaz Yakin, que também estiveram envolvidos na primeira parte.

Prêmios: positivamente, foi indicado como Melhor Filme de Terror/Thriller no Teen Choice Awards, prêmio produzido pela Fox, em 2007 ; negativamente, concorreu ao Framboesa de Ouro do ano passado como “Pior Seqüência ou ‘Prelúdio’” e como “Pior Desculpa para um Filme”, não tendo faturado nenhum dos dois.

Sinopse: Depois dos acontecimentos da primeira parte, o sobrevivente do massacre, Paxton (Jay Hernandez) volta para casa, apesar de sempre desconfiar de tudo ao seu redor. Confirmando seus temores, a máfia dos ‘caçadores’ o encontra e conclui o que havia ficado pendente no filme anterior, acabando com o rapaz.

De volta à Europa, três jovens moças, estudantes em Roma, resolvem aproveitar uma folga e ir para a Eslováquia, seduzidas por uma bela jovem, Axelle, que as indica o local como diversão garantida. O que elas não sabem é que a moça é parte da máfia e tem a missão de encontrar os alvos que serão utilizados pelos ‘caçadores’. Rapidamente, a viagem das três garotas se transforma em um pesadelo de perseguições, torturas e muito sangue. Literalmente.

Status do filme: em DVD, para locação e para venda, com extras.

Classificação: 8 de 10

Opinião:

Honestamente, já faz muito tempo que assisti ao primeiro filme dessa franquia. Na verdade, não lembro mais das cenas e da cara dos personagens. Apesar disso, é possível afirmar que O Albergue, ao lado de Jogos Mortais, veio para agitar o gênero e dar novo vigor ao gasto Terror. A segunda parte, todavia, possui o mesmo teor de violência do anterior só que com um pouco menos de explicidade. Com a revolução feita e o terreno pronto, não foi necessário inventar. Ainda por cima quando se trata de uma seqüência.

Para inovar na continuação da franquia, Eli Roth fez algo interessante. Com poucas novas idéias sobrando para serem incluídas na segunda parte, ele foi inteligente o bastante para mudar o enredo e colocar o foco da narrativa nos antagonistas da história. Mais uma vez, o jovem diretor conseguiu inovar. Se não o fez aos olhos do mais incauto fã, com certeza, para aquele que for mais observador, fica claro que o ponto de vista deste filme não é mais o das vítimas, mas o dos ‘caçadores’. Com isso, a veia tarantiniana do rapaz surgiu e deu espaço para diálogos mais profundos e ácidos, e para o humor negro, sempre pendendo para o lado da violência, de tempos em tempos.

Além da novidade no roteiro e da manutenção da violência gráfica, outro fator que dá respaldo ao título em questão é a escolha das locações. Se, por um lado conseguiu manter, literalmente, o mesmo albergue do filme anterior, a produção se superou ao escolher ambientes gélidos e escuros, porém, amplos, como as ‘termas’ da Islândia e a casa dos ‘caçadores’, na Eslováquia, sem falar sobre as externas pela cidade e pelo bosque.

De forma geral, o filme é altamente recomendado, segundo minha opinião. É óbvio que o filme tem suas falhas, afinal, é tradicional que isso aconteça em seqüências. Quem viu o primeiro irá associar o segundo com ele, inevitavelmente. É um processo automático do cérebro. Contudo, se o espectador se esforçar um pouco verá que, apesar do mote ser o mesmo, há uma linha narrativa completamente diferente, muito bem explorada e bem costurada por Roth e seus colaboradores (Gabe Roth, seu irmão, e Quentin Tarantino, que também produziu). A ligação entre os filmes é feita apenas nas cenas iniciais, com a presença de Jay Hernandez, e no final, que tem a masmorra como cenário.

Para finalizar, quem tiver a possibilidade de acessar o DVD com extras, não perca a chance de esmiuçá-los. São muito bons e só incrementam a experiência de quem assistiu ao filme.

Como ainda sou novo no manuseio de blogs e na produção de guias, ainda estou tentando organizar as idéias e o formato para que ambos possam conviver de modo ágil e direto. Para isso, certo tempo será demandado e um breve levantamento do que colocar primeiro no ar será feito. Tudo a seu tempo, não é mesmo? Por enquanto, este texto serve de orientação ao leitor, blogueiro ou curioso que estiver visitando esta página.

Sejam bem vindos!

Sobre o motivos pelos quais resolvi criar esta página, posso dizer que, acima de tudo, valeu a vontade de escrever sobre o assunto. Sou fã de filmes, em geral, e adoro escrever. Os filmes de terror sempre me fascinaram e sinto uma enorme satisfação redigindo textos sobre o tema.

Com relação aos meus gostos, posso adiantar que vão desde o trash ao thriller. Tenho fascinação por determinados diretores, independentemente de quais filmes eles produzam. Divirto-me muito vendo as produções de George Romero, Dario Argento, Wes Craven, Tobe Hooper, John Carpenter, Lucio Fulci, Mario e Lamberto Bava, Michele Soavi e, até mesmo, Umberto Lenzi. Também admiro outros diretores, como James Cameron, Brian DePalma, Guillermo Del Toro, Robert Rodriguez, Quentin Tarantino, além de muitos outros que fizeram incursões no gênero e acrescentaram algo positivo a ele.

Quando falo sobre algo positivo a acrescentar, pretendo ressaltar todos os tipos de contribuição, incluindo aqueles filmes horríveis, mas que, de alguma forma, quebraram barreiras e deram um tapa na cara da sociedade. Acredito que os filmes de terror e seus subgêneros servem para fazer isso, mostrar à sociedade o que está sob o tapete de cada um e o que sua mente esconde da vista daqueles que estão ao seu redor, todavia, que não podem ser mantidos em segredo de si mesmo.

Este espaço também será utilizado para colocação de biografias, filmografias, alertas, campanhas, enfim, diversas outras formas de informar e de celebrar o gênero e seus realizadores. Contudo, não será esta a prioridade.

Até a próxima!