Arquivos Mensais: Abril 2008

Para quem nunca ouviu falar nele, STAN WINSTON é um dos maiores especialistas em efeitos visuais e especiais da história do cinema. Nascido em 7 de abril de 1946, em Richmond, Virginia, EUA, este profissional da maquiagem já venceu quatro prêmios Oscar e tem no currículo filmes de peso, como os três da franquia Exterminador do Futuro, os três Jurassic Park, além de ter desenvolvido os efeitos para Alien - O Oitavo Passageiro, entre outros.

Além de ser responsável por criar monstros, criaturas bizarras, alienígenas e robôs (inclusive do novo sucesso da Marvel, O Homem de Ferro), Stan também se aventurou na direção e na autoria de roteiros. Foi assim que tive meu primeiro contato com este nome, que mais tarde se tornaria uma referência de qualidade para determinar se um filme valeria a pena ser visto. Assim como você sabe se um filme é digno através de um diretor ou de um ator, se a produção tem o nome de Stan Winston envolvido, pode ter certeza que vale dar uma conferida. O primeiro filme por ele dirigido é um clássico do Terror: A Vingança do Demônio, que tem como protagonista Lance Henriksen, outro nome bastante conhecido do gênero.

O filme conta a história de um pai que tem seu filho morto pela inconseqüência de um grupo de jovens e apela para um espírito da vingança, um demônio conhecido como Pumpkinhead. Ele faz um ritual e liberta a entidade, quem persegue e mata os jovens. A produção pode ser considerada um cult por alguns itens interessantes e que marcaram época:

1. Tem Lance Henriksen no auge de sua carreira. O ator já participou de dezenas de filmes de terror nas últimas duas décadas e protagonizou o seriado Millenium, que foi um grande sucesso;

2. Lançou Stan Winston na direção, além de ter a criatura desenvolvida por ele. Diga-se de passagem, o monstro é feio demais e realmente dá medo;

3. Apresentou ao mundo um novo personagem, Pumpkinhead, que virou sinônimo de demônio ou espírito da vingança. Para provar isso, veja quantidade de filmes derivados surgiram nas últimas duas décadas e as similaridades com este filme. Outra prova do sucesso foi o surgimento de três seqüências para o filme, mesmo sem ele ter dado margem para isso na conclusão do primeiro longa.

Para concluir esta homenagem, o link a seguir, http://www.imdb.com/name/nm0935644/, leva à pagina de Winston no IMDb. Lá há uma listagem de todos os filmes em que ele trabalhou, seja como profissional da área técnica ou como produtor, autor ou diretor. Dê uma conferida e prestigie este homem, um marco na história do cinema e, em especial, do Terror.

E não esqueça, sempre que assistir ao Alien, Predador, Exterminador do Futuro, Pumpkinhead, Homem de Ferro, Constantine, Edward Mãos-de-Tesoura,  Congo, entre muitos outros, lembre-se de STAN WINSTON. Ele merece esta homenagem!

Visite o site oficial dele: http://www.stanwinstonstudio.com/home.html

Título: Cães Assassinos

Título Original: The Breed

Elenco: Michelle Rodriguez (Nicki), Oliver Hudson (John), Taryn Manning (Sara), Eric Lively (Matt), Hill Harper (Noah), Nick Boraine (Luke) e Lisa-Marie Schneider (Jenny).

Direção: Nick Mastandrea

Roteiro: Peter Wortmann e Robert Conte

Sinopse: Dois irmãos, Matt e John, herdam uma propriedade em uma ilha e resolvem ir até lá passar o final de semana com amigos. Ao chegar lá, o grupo encontra a casa vazia e o antigo canil do tio dos rapazes, que fazia experiências com cães, também abandonado. A tranquilidade do passeio acaba quando um dos jovens é atacado por um cão e logo a casa é cercada por vários animais. Com as saídas bloqueadas por caninos contaminados com um tipo de raiva, o grupo luta por sua vida.

Status do filme: em DVD, para locação e vendas, sem extras. Europa Filmes.

Classificação: 8 de 10

Opinião:

De todos os filmes que selecionei para colocar no blog esta semana, Cães Assassinos foi o que mais me surpreendeu. Seja pela trama, seja pelo elenco ou pelo resultado final, fiquei muito satisfeito com o que assisti.

Antes de mais nada, o elenco foi bem selecionado: Michelle Rodriguez (Resident Evil, Velozes e Furiosos), é linda, nervosa e tem um ótimo appeal para cenas de ação; Oliver Hudson (Natal Sangrento, Dawson’s Creek), tem cara de canastrão e encarna bem o papel de um cara que não liga para nada; Taryn Manning, que é a primeira a ser mordida e dá um tom mais paranóico ao grupo; Eric Lively, o namorado de Michelle e irmão de Oliver, o cara certinho, que se preocupa com o bem-estar do grupo e tenta ser o herói; e Hill Harper, o cara descolado, namorador, que enfrenta os animais junto com os irmãos protagonistas e é uma das vítimas dos cães. Todos funcionam bem dentro de seus papéis e dão bastante veracidade à situação.

Sobre o enredo, já bastante batido: um grupo de jovens vai passar o final de semana em uma casa abandonada, herança dos irmãos protagonistas, que era habitada por um tio que era veterinário e faz experiências com cães raivosos. Ufa. Tradicionalmente, tudo isso é motivo para um massacre, com animais ferozes, gigantes e monstruosos, cheios de efeitos especiais e muito gore. Certo? Errado. Até a parte com as experiências, tudo normal. A diferença deste filme, na minha opinião, está justamente nos antagonistas: os tais Cães Assassinos. Ao invés de serem animais ferozes, gigantes e deformados, como em Residente Evil, são cães normais, como os que são vistos nas soltos nas ruas e podem ser iguais aos que você tem na sua casa. É neste ponto que queria chegar, os animais são comuns, não dão saltos mortais sobre casas, muito menos arrancam a cabeça de uma pessoa com uma mordida ou capotam um carro na trombada.

Concluindo, recomendo o filme por ser uma diversão tranquila, sem muita pretensão, ao mesmo tempo que o espectador não encontrará um espetáculo de situações absurdas e efeitos baratos. O filme é bastante cru com relação a isso, deixando a parte do gore para os efeitos de maquiagem, simples e eficientes, e a parte da ação ficando focada na tensão criada pelo grande número de cachorros cercando o grupo isolado dentro da casa. Um filme de terror simples e eficiente.

Título: Cativeiro

Título Original: Captivity

Elenco: Elisha Cuthbert (Jennifer), Daniel Gillies (Gary Dexter), Pruitt Taylor Vince (Ben Dexter).

Direção: Rolland Joffé

Roteiro: Larry Cohen e Joseph Tura

Curiosidade: Rolland Joffé dirigiu diversos dramas, como A Missão e A Letra Escarlate, sendo Cativeiro seu primeiro no gênero. Larry Cohen já é macaco velho no ramo e escreveu e dirigiu diversas produções B nas décadas de 1980 e 1990. Entre suas preciosidades estão It’s Alive (1974), A Coisa (1985) e A Ambulância (1990). Além destes, também escreveu Celular (2004), com Kim Basinger, e Por Um Fio (2002), com Colin Farrell, dois filmes de razoável sucesso. Elisha Cuthbert fez parte do elenco das primeiras temporadas de 24 Horas, um sucesso estrondoso e mundial na TV.

Sinopse: Uma modelo de sucesso, Jennifer, já está entediada com sua vida e as noites sozinhas com seu cachorro. Certo dia, ela é sequestrada e mantida dentro de um cômodo, sendo torturada por um maníaco. Passado algum tempo, Jennifer descobre que há mais alguém preso também. Depois de fazer contato com o outro prisioneiro, os dois tentam descobrir uma maneira de fugir e acabam ficando muito próximos. Com isso, o sequestrador passa a aumentar o sadismo com que os torturava antes. Logo, Jennifer descobre mais sobre quem a abduziu e isto a coloca em uma situação extrema.

Status do filme: em DVD, para locação, sem extras. Europa Filmes.

Classificação: 7 de 10

Opinião:

Com o sucesso de filmes extremos, conhecidos como exploitation pelos mais escolados no gênero, Cativeiro segue a mesma linha e investe na tortura física e psicológica como base do enredo para o filme. Apesar de ser a repetição de uma fórmula que já está beirando o exageiro, algo que já está saturando o mercado, esta produção tem algumas qualidades que ainda a mantém acima da água e dão motivos para que o fã de um bom filme de terror confira esta obra.

Levando em conta que o diretor, Rolland Joffé, já produziu grandes filmes, sabemos que podemos esperar algo diferente nesta incursão por um gênero bem distante dos romances ou dramas históricos. Adepto de imagens fortes e de situações de extrema dramaticidade, Joffé conseguiu retirar de sua protagonista, Elisha Cuthbert, algum bons momentos de pânico, além de sensualidade e suspense em boas medidas. Fora do lugar comum, mesmo que imitando Jogos Mortais e O Albergue em alguns momentos, o filme tem um bom ritmo e boas viradas no roteiro, que revela uma boa distorção de quem é responsável por torturar a bela moça e surpreende o espectador.

Em linhas gerais, uma modelo famosa é sequestrada e mantida em cativeiro por um maníaco. Ele a tortura, droga e se diverte colocando a beldade (literalmente) em situações extremas, seja de forma física ou psicológica, levando a jovem à beira da loucura. Não irei falar mais sobre a trama, pois, qualquer informação a mais pode tirar a graça de ver o filme.

Honestamente, não é um filme inovador nem uma superprodução. Mas ele tem todos os elementos necessários para divertir quem gosta de um filme de terror: uma mulher muito bonita, um assassino sádico, cenas de tortura psicológica que deixam você bastante tenso e um final diferente e muito violento. Recomendo.

Título: O Mistério da Casa dos Usher

Título Original: House of Usher

Elenco: Izabella Miko (Jill), Austin Nichols (Rick Usher), Beth Grant (Enfermeira Thatcher) e Danielle McCarthy (Maddy Usher).

Direção: Hayley Cloake

Roteiro: Collin Chang

Curiosidade: Este filme foi baseado no conto “The Fall of the House of Usher”, de Edgar Allan Poe.

Sinopse: Alguns anos depois de seus amigos, Maddy e Rick Usher, terem se afastado dela, Jill recebe um telefonema que a perturba: Rick avisa que Maddy morreu. Arrasada, Jill vai até o interior visitar o amigo e prestar as últimas homenagens à amiga morta. Depois do enterro, Rick pede que Jill fique junto dele, pois ele está muito doente e quer sua ajuda. Com o passar dos dias, as memórias de Maddy atormentam Jill, ao mesmo tempo que a assustadora presença da enfermeira de Rick, Sra. Thatcher, passa a persegui-la. Aos poucos, as memórias da amiga morta revelam a verdade sobre os irmãos Usher e colocam em risco a vida de Jill.

Status do filme: em DVD, para locação, sem extras. Paris Filmes.

Classificação: 8 de 10

Opinião:

É sempre bom ver um conto de Edgar Allan Poe ser transformado em filme. Em um mercado tão cheio de tranqueiras inovadoras, salvam-se poucos autores. Grandes nomes como HP Lovecraft, Poe, Stephen King e Clive Barker foram levados ao cinema e o sucesso é notório. Obviamente, nem sempre as realizações para o cinema tem o mesmo valor que as literárias, mas à exceção do filme, o enredo sempre está impecável. No caso deste filme, o resultado geral saiu melhor do que eu imaginava.

Quando peguei a caixa do DVD na mão, o título me surpreendeu: O Mistério da Casa dos Usher – Usher… lembrei de ter lido um texto de Edgar Allan Poe em uma aula de LINA (Literatura Inglesa e Norte-americana) com este nome. Seria o mesmo? Sim, era o mesmo. É claro que se trata de uma adaptação em que se troca o protagonista, altera-se um pouco o conteúdo, mas o espírito do original está presente ainda.

OBS: Estou escrevendo esta crítica logo depois de fazer uma ao filme 1408, baseado em uma história de Stephen King. Note a diferença do teor daquela crítica com relação a esta. Veja que, apesar de ambos terem sido desenvolvidos sobre nomes históricos da literatura fantástica, o resultado cinematográfico é bem diferente. E o orçamento também. Enquanto 1408 é um blockbuster, O Mistério… é um filme feito para a TV. A diferença na direção e no elenco também são nítidas. Contudo, em minha opinião, não trocaria a versão televisiva pela cinematográfica.

A trama, de início, parece ser simples e tradicional, com uma morte misteriosa, uma amiga que investiga tudo, um irmão suspeito, uma casa com uma governanta/enfermeira estranha. Todo o tempero para um filme feito para a TV. Todavia, as coisas mudam e o ritmo do filme toma outro rumo. A protagonista, Izabella Miko (Vampiros do Deserto e Coyote Ugly, lindíssima), passa a ter visões da amiga morta e, em sonhos, vê imagens confusas que parecem revelar informações sobre o passado da família. Neste momento, o filme perde um pouco do ritmo e fica lento, focando a relação entre Izabella e o irmão de sua amiga. Embora isto prejudique o andamento do filme, outros fatos retomam a atenção do espectador e o filme volta a subir na emoção.

Terminando a crítica, recomendo o filme por ser diferente do tradicional. Por ser uma produção para a TV, não tem o mesmo compromisso que um filme para o cinema tem de ser inovador e cheio de efeitos especiais. A maior vantagem é esta. O foco do filme é na trama e nos personagens se envolvendo no mistério e uma química entre eles, não em fantasmas e espíritos, imagens e efeitos fantásticos. Um filme cheio de clima e com uma protagonista bastante sensual, elementos que prendem a atenção. Pelo menos a minha!

Título: 1408

Título Original: 1408

Elenco: John Cusack, Samuel L. Jackson, Mary McCormack e Tony Shalhoub.

Direção: Mikael Hafstrom

Roteiro: Matt Greenberg, Scott Alexander e Larry Karaszewski

Sinopse: Depois de perder a filha, o escritor Mike Enslin entra em uma nova fase em sua carreira na qual dedica-se a desmistificar fantasmas que habitam hotéis, escrevendo guias turísticos sobre o assunto. Quando lança seu mais novo livro, um fracasso de vendas, resolve se hospedar no Hotel Dolphin, cujo quarto 1408 é tido como fonte de uma força paranormal impressionante e causador de diversas mortes no decorrer dos anos. Um duelo psicológico tem início entre o escritor e o quarto, e a sanidade de Mike será colocada à prova.

Status do filme: em DVD, para locação, com extras: Dentro do Quarto 1408, John Cusack no 1408, Cenas Deletadas, Os Segredos do 1408, Os Personagens, O Diretor, Os Efeitos, A Produção do Cenário, Slide Show e Trailers. Imagem Filmes.

Classificação: 6 de 10

Opinião:

Para quem gosta das histórias do Stephen King, este filme é um prato cheio. Sempre fui fã de King e, por isso e por gostar do John Cusack e do Samuel L. Jackson, resolvi assistir a este filme. Fiquei desapontado, devo confessar. Primeiramente, por que esperava encontrar algo mais assustador, com clima mais pesado, um terror mais voltado para o ambiente do que para o personagem. John Cusack é um bom ator, adoro os filmes dele, em especial, Matador em Conflito. Só que, neste filme, ele é uma versão caricatural do personagem dele em Identidade. Uma pena, já que o filme tinha tudo para ser um novo cult.

Outro destaque negativo é o excesso de efeitos visuais. Quando você pensa em um filme em que o antagonista é um quarto de hotel possuído por algo demoníaco, imagina que haja uma série de elementos surreais, mas com aspecto físico, algo que desafie nossa imaginação. Quem viu O Iluminado sabe que um corredor de hotel é muito mais que o que os olhos podem ver. Em 1408, o quarto é um motivo para usar uma tonelada de CGEs (efeitos gerados por computador). A verdade é que o resultado ficou muito artificial. Perdeu-se muito da atuação de Cusack em contraposição com a atuação do ‘quarto’.

Finalizando, dividindo os 10 pontos da classificação em 50% para enredo e atuação e 50% para o produto final, Stephen King e John Cusack ganham seus 50%. Já o resultado final, 10%. Vale para conferir mais um filme de terror com um bom enredo e efeitos de última geração, sem sentido, mas muito apelativos para quem gosta de tecnologia.

Título: Enquanto as Crianças Dormem

Título Original: While the Children Sleep

Elenco: Gail O’Grady (Meghan), William R. Moses (Carter), Mariana Klaveno (Abby), Stacy Haiduk (Shawna), Jon Lindstrom (Tate Walker), Joanne Baron (Mel Olsen).

Direção: Russell Mulcahy

Roteiro: Stephen Niver

Sinopse: Quando sua esposa, Meghan, decide voltar a trabalhar, Carter precisa contratar uma babá para cuidar de seus dois filhos. Depois de diversas entrevistas, Abby é escolhida como a nova empregada da família. A nova babá, aos poucos, ganha a confiança de todos na casa e passa a tomar conta de grande parte das tarefas domésticas. Ao mesmo tempo, a jovem desenvolve uma obsessão por ser a dona da casa e começa a eliminar todos os que se colocam em seu caminho, inclusive Meghan. O grande mistério está em descobrir os reais motivos que levaram Abby a tal loucura e as conseqüências sobre a família podem ser imprevisíveis.

Status do filme: em DVD, para locação, sem extras. Nova Filmes.

Classificação: 6 de 10

Opinião:

Se havia alguma preocupação se o Cinema em Casa ou a Sessão da Tarde ficariam sem filmes para serem exibidos no futuro, podem ficar tranquilos, pois este filme se encaixa bem em qualquer uma das duas sessões, sem medo. Uma típica família norte-americana, com os típicos costumes, os típicos problemas, enfrenta a típica decisão de contratar uma típica solução para a a típica esposa que quer voltar a trabalhar: contratar uma babá. Típico.

Com a chegada da babá, as paranóias comuns de toda mulher norte-americana começam a assombrar a protagonista: medo da traição, medo de ser substituída nas tarefas da casa e no coração dos filhos, medo de ser inútil dentro a família. Os medos dela são reais e a ameaça também é real. A nova babá, Abby, realmente quer tudo isso. Adicionalmente, ela também quer matá-la. Mas isso é o menos importante, não é? Comum.

Por que diabos escrevi sobre um filme tão chato, sendo que tenho em mãos outros filmes que podem ganhar espaço neste blog? Simplesmente, pelo diferencial do filme: Mariana Klaveno, a babá. Este filme tem dois destaques. O primeiro deles, ja dei de bandeja: Abby (Mariana Klaveno). Esta atriz, sem muitas referências no mundo mainstream do cinema ou da TV, faz muito bem o papel de louca. Além de ser bonita, é claro. Ela rouba a cena do filme, empregando sensualidade e paranóia, ao mesmo tempo. Um destaque, ela foge do típico e do comum.

O segundo destaque é a direção, a cargo de Russell Mulcahy, já presente neste blog com Resident Evil 3 – A Extinção. Ele conduz o filme de forma segura, dá espaço para Mariana interpretar a vilã de forma bastante convincente e transforma o que seria a para ser mais um filme para a matinê em um bom suspense (digno da Sessão das Dez ou Super Cine, que tal? Melhorou, não é?). De qualquer forma, é um filme mediano, uma produção feita para a televisão norte-americana, mas que pode satisfazer quem estiver procurando por um filme despretencioso para ver no sofá, degustando uma pipoca com guaraná, em um momento de descanso em casa.

Título: Resident Evil 3 – A Extinção

Título Original: Resident Evil: Extinction

Elenco: Milla Jovovich (Alice), Oded Fehr (Carlos), Mike Epps (LJ), Ali Larter (Claire), Ashanti (Betty), Christopher Egan (Mikey), Spencer Locke (K-Mart) e Jason O’Mara (Albert Wesker).

Direção: Russell Mulcahy

Roteiro: Paul W. S. Anderson

Sinopse: Alice, depois de descobrir ser uma arma criada pela Umbrella, foge para o deserto de Nevada. No caminho, ela encontra com outros sobreviventes localizados em uma colônia na eminência de um ataque de zumbis. Junto com os sobreviventes, Alice deve usar suas habilidades sobrehumanas para acabar com os mortos-vivos e ajudar a manter viva a esperança dos que ainda não foram contaminados e buscam por um lugar para viverem em paz.

Status do filme: em DVD, para locação e vendas, com extras: Cenas Excluídas, Além de Raccoon City – Explorando Resident Evil 3, Trailer de Resident Evil: Degeneration. Sony Pictures.

Classificação: 9 de 10

Opinião:

Depois do primeiro filme, este é o melhor da trilogia. Vi ontem, novamente, o DVD e me diverti bastante. A franquia estava mesmo precisando dar uma revigorada no visual e no clima. A escolha de Russell Mulcahy (Highlander, A Marca da Serpente, só para dar algumas referências) foi muito boa para tal objetivo. O roteiro é do mesmo autor dos três filmes, o que ajudou a manter a identidade e dar a cara de continuidade à esta terceira parte. A protagonista, Alice (Milla Jovovich), continua a ser uma bela matadora, cada vez mais evoluída e com mais habilidades. Não sei se os novos poderes de Alice são parte dos componentes do jogo que originou os filmes, mas gostei bastante do desenvolvimento dela no decorrer dos longas.

Os outros personagens têm mais participação neste filme, o que também dá mais credibilidade ao enredo. O foco principal da história é a sobrevivência do grupo em sua busca por um local seguro para viver. O papel de Alice é ajudar o comboio a chegar vivo lá, enfrentando os perigos que o deserto, novo cenário da ação, que foge da cidade, pano de fundo dos outros filmes anteriores, oferece. Nos extras do DVD pude ver um item falando sobre a escolha do deserto como ambiente para o filme. A determinação foi de Mulcahy, com o aval de Paul S. W. Anderson, roteirista e produtor, que quis transportar o terror para um ambiente menos fechado e escuro, aumentando a dificuldade com a luz, o calor e a falta de esconderijos para os protagonistas.

Para terminar, o filme fecha bem um ciclo de Resident Evil e dá margem para uma nova sequência de filmes que pode surgir. Se isso acontecerá, não importa. O que vale é a diversão que este DVD pode proporcionar ao espectador. Pode ter certeza que a diversão está garantida e que não será um desperdício de tempo/dinheiro.

Título: Invasores

Título Original: The Invasion

Elenco: Nicole Kidman (Carol Bennell), Daniel Craig (Ben Driscoll), Jeremy Northan (Tucker Kaufman), Jackson Bond (Oliver) e Jeffrey Wright (Dr. Stephen Galeano).

Direção: Oliver Hirschbiegel

Roteiro: David Kajganich

Observações técnicas: Foi produzido por Joel Silver, realizador de diversos filmes importantes, entre eles, Matrix, Máquina Mortífera e Speed Racer. É uma refilmagem de um clássico da ficção, Vampiros de Almas.

Sinopse: Depois de um acidente espacial, uma psiquiatra de Washington DC começa a notar mudanças drásticas no comportamento de uma de suas pacientes, que deixa de ser uma mulher neurótica e se torna uma pessoa fria e sem sentimentos. A médica também nota a mesma mudança no comportamento de seu ex-marido. Assustada, percebe que estas mudanças estão ocorrendo em grande quantidade na sociedade e logo se depara com um grande perigo para ela e seu filho: uma invasão alienígena.

Status do filme: em DVD, para locação, com extras: Nós Já Fomos Pegos Antes: Invasores na História da Mídia, Invasores – Uma Nova HIstória, Invasores – No Set, Invasores – Capturados. Warner.

Classificação: 5 de 10

Opinião:

Acho que Invasores foi substituído por uma versão alienígena do filme, sem brincadeira! Para quem viu as três versões da mesma história, sem contar esta, desde a década de 1950, com Vampiros de Almas (1956), depois em 1978, com Donald Sutherland e Os Invasores de Corpos, chegando até meados de 1993 e a versão de Abel Ferrara, este filme só pode ser uma versão extra-terrestre, sem emoção, sem carisma. De todos eles, o primeiro tem clima parecido com o filme de 2007. Porém, é preto-e-branco, lento e com narrativa bem climatizada, enfatizando o conflito pós-guerra. As outras duas são mais ágeis, com direção mais voltada para a ficção e menos para a política, sem perder o tom de crítica.

Sem mais rodeios, o filme é lento, sem sal e nem mesmo o casal de protagonistas salva a produção de ser enfadonha. Talvez, se o filme fosse dirigido por outra pessoa, alguém mais ágil, não ficasse preso nas caras da Nicole Kidman e no carisma de Daniel Craig, claramente escalado por estar em notoriedade por ser o atual James Bond (sem criticá-lo, pois é um ótimo ator). Recomendo os outros três filmes sobre o mesmo romance. Não este.

Título: Prisioneiro da Morte

Título Original: The Deaths of Ian Stone

Elenco: Mike Vogel (Ian Stone), Jaime Murray (Medea), Christina Cole (Jenny), Michael Feast (Gray).

Direção: Dario Piana

Roteiro: Brendan Hood

Observações técnicas: Foi produzido por Stan Winston, criador dos efeitos visuais de Jurassic Park, Exterminador do Futuro 2, Alien, entre outros. Ganhador de 4 Oscar(r). Veja artigo especial sobre ele nesta página em breve!

Sinopse: Depois de mais uma partida de hockey, Ian Stone sente algo diferente. Ao voltar para casa, depara-se com uma estranha presença que o persegue até que se enfrentam e ficam presos aos trilhos da ferrovia. O trem se aproxima e a morte parece ser inevitável. Eles são atingidos. Ian desperta, vivendo uma realidade completamente diferente da que vivia minutos atrás. Lentamente, o rapaz retoma suas lembranças confusas e tenta entender o que se passa. Novamente perseguido, a morte não parece ser mais uma barreira para ele. Morte após morte, Ian deve descobrir o motivo pelo qual não consegue morrer e evitar que sua amada seja a próxima vítima.

Status do filme: em DVD, para locação, sem extras. Imagem Filmes.

Classificação: 7 de 10

Opinião:

Prisioneiro da Morte é uma boa surpresa. Ao olhar a arte da caixa do DVD, parece ser mais filme de fantasmas, no estilo O Chamado ou O Grito. Não é nada disso. Neste filme despretencioso, um rapaz é perseguido por algo que não sabe o que é, morre, acorda vivendo outra vida, como se nada tivesse acontecido e depois começa a lembrar de outras vidas. A paisagem urbana, os prédios, o Metro, tudo funciona de modo sombrio na realidade que o protagonista vive e é assombrado.

O tema é bem surreal, sem dúvida. O interessante é a abordagem da morte e a presença constante dos ’seres’ entre nós, observando e participando da vida das pessoas comuns. Outra parte interessante é a forma como os efeitos são colocados. Não são exagerados nem parcos demais. O filme tem bastante gore,  o que satisfaz quem gosta de slashers e tem demônios, para quem curte o sobrenatural.

Finalizando, vale a pena alugar e até comprar este filme. Uma pena que o DVD não tem extras.

Título: O Homem-cobra

Título Original: SSSSSSS! (1973)

Elenco: Strother Martin (Dr. Carl Stoner), Dirk Bennedict (David Blake), Heather Menzies (Kristina Stoner), Tim O’Conner (Kogen), entre outros.

Direção: Bernard L. Kowalski 

Roteiro: Hal Dresner ( roteiro) e Daniel C. Striepeke (história)

Prêmios: Foi indicado, em 1975, ao Prêmio Golden Scroll da Academia de Filmes de Ficção, Fantasia e Terror dos EUA como Melhor Filme de Ficção Científica.

Sinopse: Um cientista especializado em cobras e venenos está obcecado em criar a fusão perfeita entre homens e cobras, desenvolvendo um novo tipo de ser. Depois de produzir um soro capaz de realizar tal mutação, resolve testar sua invenção em seu novo asssitente, um jovem que está atraído pela filha do cientista. Sem saber sobre a real função do medicamento, o rapaz começa a sofrer os efeitos da fórmula e, aos poucos, seu corpo muda e toma a forma de uma cobra gigante.

Status do filme: Por enquanto, apenas o VHS, desaparecido do mercado, e o DVD importado. Contando com a sorte, na TV. Em breve, a NBO lançará o DVD no País, sem extras.

Classificação: 7 de 10

Opinião:

Para quem se lembra da Sessão das Dez, no SBT, este filme é inesquecível. No final da década de 1980, quando já era viciado em filmes trash e consumia ferozmente filmes em VHS das locadoras da Vila Prudente, nunca consegui achar esta peça rara. Ano passado, por acaso do destino, vi que o filme iria passar no SBT (para variar!) numa madrugada de sábado. Para minha alegria, não consegui gravar o filme e perdi uma oportunidade que levou anos para aparecer.

Mês passado, quando vi a lista de DVDs que seriam lançados pela empresa em que trabalho, não pude conter minha surpresa e satisfação. Lá estava SSSSSS. Para quem não sabe o que significa este monte de ‘S’, no Brasil, é sinônimo de O Homem-cobra. Tosco, com efeitos básicos de maquiagem e sem os CGEs que abarrotam os lançamentos atuais, este filme surpreende por sua originalidade. Não tem cabimento imaginar que um soro possa alterar a formação genética do corpo de um homem adulto e transformá-lo em uma cobra gigante. Este é o mote de O Homem-cobra. Não que a idéia não tenha sido exaustivamente copiada, mas a execução é muito divertida.

Como um exemplar dos filmes de ficção dos fins da década de 1970 e um troféu dos filmes trash, O Homem-cobra mereceria um 10. Entretanto, já está datado, perdeu sua originalidade e ficou esquecido em um mundo de produções parecidas. Hoje, não tem um décimo do efeito que teve na minha época de criança. Pelo valor histórico e como curiosidade, vale uma conferida.