Arquivos Mensais: Maio 2008

Título: P2 – Sem Saída (2007)

Título Original: P2

Elenco: Rachel Nichols (Angela) e Wes Bentley (Thomas).

Direção: Franck Khalfoun.

Roteiro: Franck Khalfoun, Alexandre Aja e Gregory Levasseur.

Sinopse: É noite de Natal e Angela continua trabalhando, mesmo depois de todos deixarem o escritório. Já tarde da noite, a jovem desce ao estacionamento para ir embora e seu carro não pega. É quando surge o prestativo vigia Thomas, que se oferece para ajudar a moça. Assustada, Angela se afasta e é perseguida pelo homem. Ele a ataca pelas sombras, nocauteando-a. Quando a jovem desperta, descobre estar amarrada em uma cadeira na sala de Thomas e sob ameaça do psicopata. Um jogo de gato e rato começa quando Angela consegue escapar.

Status do filme: Disponível para locação, com extras: trailers, making of e comentários de áudio. Paris Filmes.

Classificação: 5 de 10

Opinião:

 Quando li na capa do DVD que era um filme escrito e produzido por Alexandre Aja e por Gregory Levasseur, os mesmos que desenvolveram e executaram a refilmagem de The Hills Have Eyes (cujo nome nacional não me atrevo a dizer), pensei que se tratava de um filme forte e com um bom nível de tensão. Errei feio. O filme é tenso quando você se coloca no lugar do espectador que não vê a hora de acabar o tormento. Exatamente isso.

Os únicos pontos fortes do filme são… são… Na verdade, o único ponto forte do filme é a beleza de Rachel Nichols. O psicopata até tem cara de psicopata. Mas não acontece aquela tensão entre os dois atores, não se desenvolve o clima ideal para a loucura do rapaz pela bela moça. A impressão que se tem é de que se um cachorro ou uma zebra ficassem perdidas pelo P2 (andar do estacionamento em que tudo ocorre, sacou?), teria o mesmo destino da moça.

Em suma, se não tiver nada para fazer, pode levar o filme para passar o tempo. Mas não espere muito dele, não. Dá uns sustos e tem momentos tensos, sim. Porém, nada de mais e tudo muito comum. Se preferir, veja o filme e depois volte na locadora e diga que não rodou no seu aparelhor de DVD. Quem sabe você consiga outro filme melhor sem perder seu investimento (veja quantas opções você tem neste blog!). Boa sorte!

Título: Catacumbas (2007)

Título Original: Catacombs

Elenco: Shannyn Sossamon (Victoria), Alecia Moore ‘Pink’ (Carolyn), entre outros.

Direção: David Elliot e Tomm Coker.

Roteiro: David Elliot e Tomm Coker.

Sinopse: Victoria, uma jovem perturbada, vai visitar sua irmã em Paris, França, e conhece alguns amigos ‘divertidos’ de sua irmã. Depois de algumas horas na cidade, as irmãs e alguns rapazes vão para uma festa diferente, realizada em um labirinto de catacumbas no subterrâneo da ‘cidade da luz’. Lá, Victoria é apresentada aos organizadores da balada, que começam a contar a história de alguns personagens folclóricos que viviam no local da festa. Tudo isso regado a muita bebida e drogas. O resultado é que a jovem se perde nos labirintos e passa a ser perseguida por loucos através dos escuros corredores das catacumbas. Algumas reviravoltas e muito sangue depois, poucos sobrevivem.

Status do filme: Disponível para locação, Europa Filmes.

Classificação: 8 de 10

Opinião:

Criado por Tomm Coker, artista dos quadrinhos da Vertigo, e por David Elliot, que também escreveu O Observador, estrelado por James Spader e Keanu Reeves, Catacumbas é um ótimo lançamento da Europa Filmes para alugar em maio. Com pouca luz, movimentos alucinados de câmera e uma boa atuação da protagonista (Sossamon), captura a atenção de quem assiste ao filme e dá bons sustos ao desavisados.

Sobre o enredo, vale pelas reviravoltas que o filme dá na reta final. Na verdade, é isso o que o diferencia dos demais filmes da safra. Não revelarei mais detalhes da parte final da trama, mas tudo começa com a chegada da protagonista em Paris com o pé esquerdo. A moça é parada pela polícia, que inspeciona suas coisas e a revista. O detalhe é que ela não fala francês e fica totalmente perdida. Tudo isso por causa do atraso de sua irmã, interpretada pela cantora Pink, que chega algumas horas depois do combinado. Outra peculiaridade são os amigos idiotas da irmã – praticamente iguais a todos os imbecis comuns nos filmes do gênero, sempre os primeiros a morrer.

O rumo do filme muda depois que Victoria é encontrada depois de se perder pelas catacumbas e ser perseguida por desconhecidos. As revelações começam aí e levam a moça ao limite, com um final muito interessante e fora do habitual. O filme é altamente recomendado!

Título: Cloverfield – Monstro

Título Original: Cloverfield

Elenco: Lizzy Caplan (Marlena), Jessica Lucas (Lily), T. J. Miller (Hud), Michael Stahl-Davis (Rob), MIke Vogel (Jason), entre outros.

Direção: Matt Reeves

Roteiro: Drew Goddard

Sinopse: Uma festa de despedida para um amigo que vai para o Japão. Tudo vai bem até que uma série de explosões causa pânico na cidade. Rapidamente, tudo vira caos. Pessoas correndo pela rua, perseguidas por um monstro gigante. Os amigos buscam sobreviver em meio ao cenário de destruição que se instalou. Tudo isto registrado pela câmera de Hud, que registrava a festa e que agora documenta toda a ação.

Status do filme: em DVD, para locação, com extras: Making of, efeitos visuais, a criação do monstro, brincadeiras no set, cenas inéditas e finais alternativos, além da versão com comentários do diretor. Paramount.

Classificação: 9 de 10

Opinião:

Surpreendente. Nenhum outro vocábulo define de forma mais eficaz o que senti depois de assistir ao filme. Quando li a respeito desta produção, imaginei um plágio do original A Bruxa de Blair. De fato, o Cloverfield emula a técnica de levar a ação com correria e uma visão de quem está no meio da ação e não do espectador apenas assistindo – se fosse literatura, seria narrado em primeira pessoa. Todavia, também faz melhorias no estilo, diversificando o cenário e fazendo valer o elenco, mais profissional.

O enredo também não é batido. Desde o início já podemos perceber o tom fora dos padrões. Durante a festa, os diálogos não são dos mais comuns e o comportamento dos amigos não é dos mais convencionais. Durante a fuga e os momentos de tensão, aquela imagem politicamente correta é pisoteada pelo monstro juntamente com as pessoas e a cidade, destroçados sem piedade. A maior tensão fica por conta do relato cru que é feito pela câmera de Hud, levando o desespero da situação, por mais absurda que seja, a quem está assistindo.

Destaque fica para o Exército, perdido e assumidamente derrotado para um ser desconhecido, cujo poder de destruição é infinitamente superior ao dos ‘romanos modernos’. Recomendo o filme, sem ressalvas. Quem tiver a opção de alugar ou comprar o DVD com extras, não perca a oportunidade.