Os melhores filmes em DVD de 2008

Saudações,

Contabilizando os que de melhor e pior chegou às videolocadoras brasileiras em 2008, preparei uma lista, segundo minha opinião, dos melhores filmes que foram lançados em DVD durante o ano de 2008. Ademais, também postarei um outro ranking com os piores lançamentos do ano passado. Assim, fechamos o balanço do que ocorreu de bom e de ruim no home video nacional e abrimos espaço para o que virá neste ano que começa.

Não deixem de conferir a lista com os filmes que serão lançados em cinema durante 2009, além das tradicionais informações sobre os que chegam nos próximos meses em DVD. Confira abaixo os 25 melhores DVDs de 2008:

25. Vozes do Passado (Flashstar)
Um filme com temática misteriosa sobre uma mulher com muitos problemas e que começa a ter sonhos e visões perturbadores sobre uma criança. Ela descobre que sua história, da qual ela não se lembra, começa a se misturar com os pesadelos e sua saúde começa a se deteriorar. Não chega a ser um filme de Terror, mas tem bons momentos.

24. O Albergue 2 (Sony)
A sobra das idéias originais que foram usadas em O Albergue ainda funcionaram bastante neste segundo filme. O lance da inversão de papéis e de moças serem os alvos da vez foi bem interessante. As torturas são bem elaboradas e o gore continua forte. A protagonista não é das melhores, mas o restante do elenco é competente. Eli Roth continua…

23. O Nevoeiro (Paris)
Stephen King continua reciclando suas idéias e criando derivações interessantes. Este filme não tem o que há de mais original na literatura de King, mas se mantém divertido com os conflitos que o confinamento e o desconhecido provocam nas pessoas.

22. Eu Sou a Lenda (Warner)
Argh… quando fui ver este filme, achava que seria inovador e que eu ficaria impressionado. Balela. O filme tem bons momentos, cenas claustrofóbicas e uma boa atuação do Will Smith. Fiquei decepcionado com as criaturas desenvolvidas digitalmente. Teria sido muito mais eficiente se fossem atores. Perdi o tesão na hora que elas aparecem.

21. Jogos Mortais 4 (Disney)
Mais uma tonelada de efeitos e de devaneios sobre como você gostaria de matar aquele dito cujo que só te perturba. O engraçado é que isso prende a atenção de quem assiste. E o roteiro continua deixando alguns mistérios para o próximo filme. Não é o melhor da série, nem de longe. Mas foi muito mais legal do que muita coisa lançada em 2008.

20. Os Mensageiros (VideoFilmes)
Primeira aparição dos irmãos Pang nos EUA e até que não se pode reclamar. O filme tem bons momentos de tensão e a protagonista tem talento. O elenco é muito bom e compensa o roteiro um tanto irregular. Contudo, os orientais conseguiram repetir a mão e realizaram uma obra que vale uma olhada, com certeza.

19. 1408 (PlayArte)
Mais uma adaptação de Stephen King. Desta vez, com um elenco um tanto melhor. A idéia é muito interessante. Porém, mais uma vez, o excesso de efeitos especiais e a velocidade irregular da narrativa do filme o deixa cansativo e pouco atraente. Todavia, a dupla Cusack-Jackson é muito boa e eles levam muito bem a história até o fim.

18. A Morte Pede Carona (Paris)
Uma refilmagem muito bem feita. A moda agora é o excesso de gore, certo? Logo, este filme adaptou uma idéia antiga de sucesso e adicionou a ele o fermento que faz a febre do momento. Agregou um bom elenco e inventividade do diretor ao roteiro adaptado para ser mais brutal. O resultado é um filme com o ritmo menos trash do original – fato que o transformou em cult – e mais violento, o que agradou.

17. Cloverfield – Monstro (Paramount)
A Bruxa de Blair voltou na forma de Godzilla. Parece baboseira, mas não é. E deu certo. O corre-corre da moçada com a câmera na mão, as explosões, escuridão e o desconhecido resultam em um bom suspense e momentos de adrenalina pura. Vale uma conferida, sim.

16. As Strippers Zumbi (Sony)
Mulheres gostosas e mortos vivos. Uma combinação quase irresistível para um amante de filmes de zumbi. A trama deixa muito a desejar, todavia. A verdade é que com tantos filmes sobre este tema pipocando por aí, fica complicado ver alguma coisa de qualidade. Este tem seus diferenciais, como a presença de várias estrelas do pornô norte-americano e o ícone Robert Englund, o eterno Freddy Krueger. E a direção também é digna.

15. Cabana Macabra (Sony)
Outra mistura interessante: comédia e terror. O Terror sempre teve como parte integrante a ironia, a tiração de sarro de uma realidade. Logicamente, faz isso de modo violento. Contudo, esta produção tem personagens muito atrapalhados tentando um sequestro e que se deparam com um bando de assassinos. Muito divertido.

14. Temos Vagas (Sony)
Um filme de terror como há tempos não se via. E com uma idéia original também. O casal que pára em um motel de beira de estrada por causa de um carro quebrado não é um dos motes mais inovadores. No entanto, é o ponto de partida de uma ótima corrida para escapar da morte. E os extras do disco são muito legais. Mostram como os efeitos foram feitos – sem auxílio de computadores, totalmente artesanais.

13. Diário dos Mortos (Imagem)
E George Romero volta à ativa com mais um capítulo de sua saga dos zumbis. Desta vez, ele aproveita uma idéia que faz sucesso – um grupo de jovens que parte para filmar na floresta e se depara com um monstro desconhecido. Obviamente, Romero parte para sua especialidade e critica o modo de vida da sociedade e abre espaço para suas criaturas devorarem os preconceitos e as vaidades de um mundo dominado pela ganância. Muito bom!

12. O Hospedeiro (Swen)
Uma das surpresas do ano. Uma versão mais tosca e muito mais emocionante de Cloverfield. Este filme coreano é uma mistura de catástrofe, terror e drama familiar. Uma mistura incomum – pela parte dramática, em especial -, mas que tem muita eficiência em DVD. Merece uma conferida.

11. Skinwalkers (Imagem)
Uma versão interessante da lenda dos lobisomens. Tem todos os elementos clássicos para uma história de homens-lobo: uma criança amaldiçoada pelo cruzamento de um licantropo e uma humana, um futuro apocalíptico que é guardado por uma profecia e a perseguição dos malévolos contra os inocentes. Tradicional. Só que tem um ritmo interessante, atores competentes, mulheres bonitas, sexo, violência e muita ação. Interessou?

10. Refém do Espírito (Flashstar)
Quatro atores, um espaço restrito, efeitos visuais combinados aos manuais e uma história envolvente. Vários itens que reunidos se transformam em um filme muito bom. A atriz principal é Famke Janssen, linda e carismática. O fantasma, um velho conhecido dos filmes trash, Michael Paré. A direção ficou por conta de Eric Red, um outro veterano do gênero e que continua com a mão certeira para contar uma história simples, mas que tem seus momentos de intensidade e brutalidade.

09. Dead Space – A Queda (Sony)
Única animação da lista, esta produção também tem uma história simples e que tem retorno garantido. Baseada em um jogo de videogame, a trama gira em torno de um cargueiro espacial que carrega uma relíquia religiosa muito importante. Porém, o objeto liberta uma criatura que se multiplica ao alimentar-se dos tripulantes da nave. Ou seja, mortos vivos espaciais, muito sangue e tripas. Impressionante para um desenho, pode ter certeza.

08. Violência Gratuita (California)
O terror deste filme está no lado psicológico, ao invés do físico. É isto o que o torna um dos melhores do ano. Apesar da crítica tradicional não tê-lo aplaudido, faço as vezes de quem curtiu e bato palmas. Vi no cinema e vi depois em DVD. Eficiente sempre. A trama gira em torno de dois jovens psicopatas que fazem uma família refém e os torturam psicologicamente, resultando em violência e morte.Veja e tire suas próprias conclusões. Ah, e tenha a mente aberta!

07. A Cadeira do Diabo (Focus)
Mais um filme que não faz barulho algum e que funcionou muito bem como entretenimento de primeira. Paranóia, desconfiança e sobrenatural se misturando com a realidade. Este filme britânico mostra um homicídio ocorrido dentro de uma instituição para loucos desativada há anos. O acusado é internado e depois solto para participar de um experimento promovido por um médico. O que o grupo não esperava é que a loucura fosse contagiosa e o medo, real. Gostei muito.

06. Por Trás da Máscara – O Surgimento de Leslie Vernon (Sony)
Humor e terror. Nunca me canso desta mistura. Um grupo de estudantes de cinema resolve fazer um documentário com um serial killer, que aceita participar do trabalho e mostrar para eles seu modo de trabalhar. Desde a busca pela vítima perfeita até o treinamento físico para ficar em forma e fugir quando necessário. Todos os passo que um assassino deve seguir para ser bem-sucedido em sua empreitada. Tudo isso com muita ironia e sarcasmo. Recomendo!

05. Prisioneiro da Morte (Imagem)
Uma das melhores surpresas do ano, na minha opinião. Um rapaz morre e logo depois acorda vivendo outra realidade. A cena se repete inumeras vezes até que ele percebe que é diferente e passa a se recordar de tudo. Com isso, passa a ser perseguido pelos emissários da morte. Ágil, intenso e violento. Mais uma produção britânica que agradou.

04. O Retorno da Maldição – A Mãe das Lágrimas (Swen)
Outro mestre ressurge. Dario Argento fecha com chave de ouro a trilogia das mães e dá mostras de que está longe de se aposentar. Como fã, fico muito contente de ver que Argento ainda é capaz de realizar filmes bons. Tirando a atuação meia-boca de sua filha, o filme é um banquete para quem curte um bom gore e uma trama mística.

03. 30 Dias de Noite (Sony)
Esta adaptação de um graphic novel de sucesso é extraordinária. Os vampiros não eram tão violentos há muito tempo. Um banho de sangue na tela. E uma trama muito bem elaborada, com tudo o que a saga de um herói tem direito: um drama pessoal, uma separação, as dificuldades, a luta, o auto-sacrifício e a redenção final. Tradicional e inovador, ao mesmo tempo. E os extras são imperdíveis.

02. Resident Evil 3: A Extinção (Sony)
Para renovar uma série já perto da extinção (!), nada melhor que um novo diretor – que não é tão novo assim. Os produtores resolveram investir em Russell Mulcahy para dar uma nova cara para a franquia protagonizada por Mila Jovovich. E funcionou. A ação saiu da cidade e foi para o deserto. Um grupo de refugiados encara uma nação de zumbis enquanto ruma para a salvação. E Mila… Sempre Mila: pulos, giros, golpes e tudo mais. Menos talento para atuar… Não tem problema. Mulheres bonitas lutando, monstros muito bem feitos, ação e zumbis. O que mais podemos querer?

01. Planeta Terror (Europa)
Indiscutivelmente, o melhor do ano. Robert Rodriguez é o cara. E já sabíamos disso desde Um Drink no Inferno, não é? Um elenco maravilhoso, uma trama que lembra os filmes trash dos anos 1970 e efeitos tradicionalmente simples. Sangue, perseguições, tramas paralelas que resultam no caos geral. Tudo muito bem montado e roteirizado para funcionar como uma sinfonia. E com o dedo de Quentin Tarantino, que também faz uma ponta. Imperdível!

É isso. Na minha opinião, estes foram os melhores lançamentos em DVD de 2008. Também postarei a lista dos melhores em cinema. Pode ser que filmes que estão na lista dos DVDs também apareçam no ranking da tela grande. Acontece.

Na sequência, confiram os piores discos de Terror do ano passado.

Um abraço e até o próximo post.

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