11. A Hora do Pesadelo 2010

Ficha Técnica

Nome nacional: A Hora do Pesadelo

Nome original: A Nightmare on Elm Street

Ano de produção: 2010 (estreou em 28/04/2010)

País de produção: EUA

Direção: Samuel Bayer

Roteiro: Eric Heisserer e Wesley Strick, com base na história de Wesley Strick, inspirada nos personagens criados por Wes Craven

Elenco: Jackie Earle Haley, Rooney Mara, Kyle Gallner, Katie Cassidy, Thomas Dekker e Clancy Brown

Duração: 95min

Distribuidora: Warner

 

Resenha:

Dentro desta recente leva de remakes de filmes clássicos de terror, poucos se sobressaem e A Hora do Pesadelo, de Samuel Bayer, é um deles. Claro que há um certo dedo de qualidade por trás das câmeras, o da mão do produtor Michael Bay. Como mencionado no post anterior, em que resenhei o original de Wes Craven, Bay esteve a cargo da produção de diversas refilmagens realizadas nos últimos anos. Neste caso, ele e sua equipe acertaram ao reescrever a história de Freddy Krueger.

Os acertos começaram já na escolha dos protagonistas que duelam no mundo dos sonhos, o melhor, dos pesadelos (me perdoem o trocadilho): Rooney Mara no papel de Nancy Holbrook (que foi de Heather Langenkamp e se chamava Nancy Thompson) e Jackie Earle Haley como Freddy Krueger (papel imortalizado por Robert Englund). Acredito que até aqui, quem já viu o filme deve concordar comigo que dupla faz um bom trabalho e dá o ar de antagonismo do começo ao fim. Outro acerto, e aqui eu falo por mim, pois já li críticas negativas a esse respeito, o texto do filme é muito interessante e vai além da trama original, assim como Rob Zombie fez em seus Halloweens. Completando os pontos positivos, esta fita tem ótima fotografia, muito escura e com contrastes que relembram o original, mas que ganham maior qualidade em alta definição. Os tons em vermelho e preto dão o tom do filme e isso faz um link imediato com o trabalho de Craven nos anos 1980. Isso é resultado do bom trabalho de Jeff Cutter, que também fez a mesma função no recente A Órfã, que em breve será resenhado aqui.

Antes de falar mais sobre a história desta releitura de A Hora do Pesadelo, duas notas que acredito serem o ponto negativo da obra: a escolha de Kyle Gallner no papel relativo ao que Johnny Depp realizou no filme de 1984, como o namorado da protagonista. É preciso dizer mais sobre isso? Comparar Depp a este rapaz com cara de sono o tempo todo? Ainda deram muito espaço para ele no roteiro e fizeram dele um segundo protagonista, quase fazendo sombra à bela Nancy de Mara. Enfim, tem gosto para tudo. Concluindo este tópico, o segundo ponto negativo está no ritmo de videoclipe que certas cenas do filme têm. Isso se dá por conta do histórico do diretor, Samuel Bayer, que é especialista nisso e fez seu debute em longas-metragens com esta produção.

O que faz de A Hora do Pesadelo de 2010 interessante, além dos pontos positivos já descritos, é o trabalho do roteiro, que explicitamente mostra a origem de Freddy Krueger e vai além do texto de Wes Craven, que se limita a dizer que os pais dos garotos mortos por Krueger nos pesadelos o mataram no passado. Aqui, os motivos vão além e dão uma cara totalmente atual ao vilão e acabam por justificar diversas ligações dentro do filme, como o real motivo de Krueger ter voltado justamente atrás das pessoas que ele mata – ou tenta matar – e o que eles tiveram de participação na trágica e violenta morte dele anos antes. E, sem dar mais dados para estragar a diversão de quem quiser ver este filme, os roteiristas fizeram um bom trabalho de aproximação da realidade do filme anterior para os dias de hoje, usando um tema muito atual como o ponto de partida para toda a matança.

É isso. Infelizmente, qualquer detalhe a mais sobre o filme poderá estragar mesmo a diversão. O que posso adiantar é que quem viu o filme de 1984 certamente verá certas imagens que lhe serão familiares (veja as fotos neste post). Em contrapartida, muitas novas serão também marcantes. Está na minha coleção e eu recomendo que esteja na sua.

 

Nota: 7

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