13. A Mosca

Ficha Técnica

Nome nacional: A Mosca

Nome original: The Fly

Ano de produção: 1986 (estreou em 15/8/1986)

País de produção: EUA

Direção: David Cronenberg

Roteiro: George Langelaan (conto original), Charles Edward Pogue e David Cronenberg (roteiro)

Elenco: Jeff Goldblum, Geena Davis e John Getz

Duração: 98min

Distribuidora: Fox Film do Brasil

 

Resenha:

Os anos 80 foram marcantes quando olhamos a criatividade das produções da época. O cineasta canadense David Cronenberg era conhecido até o final de década de 1970 como diretor de seriados e produções para a TV até que em 1975 realizou Calafrios, filme de ficção científica e terror que marcou o underground do cinema. Daí para a frente, ele fez diversos trabalhos, mas foi em 1986 que ele entregou um de seus melhores produtos: A Mosca. E ele acertou a mão com o texto e com o elenco, que, com apenas três atores conduzindo a trama na maior parte do tempo, cria um clima surreal e assustador. Destaque para Jeff Goldblum no papel principal. Ele é a tal mosca até hoje!

O filme começa com um encontro casual de a repórter Veronica Quaife (Davis) e o cientista Seth Brundle (Goldblum) durante um coquetel. Eles conversam, flertam e vão para o galpão onde Seth conduz seus experimentos. Lá, ele apresenta a ela um invento que poderia revolucionar a tecnologia da época, uma máquina de teletransporte. O que ele não sabia era que ela estava em busca de uma matéria forte para impressionar seu editor, Borans (John Getz), com quem teve uma história de amor que acabou mal recentemente. Para alívio do cientista, Borans não acredita no que a jornalista lhe diz sobre teletransporte mas sente que há certo clima entre ela e Seth (o que está na cara desde a primeira cena).

Seth e Veronica selam um pacto: ele a deixará cobrir todas as etapas do processo de desenvolvimento do teletransporte em troca do silêncio até que ele tenha finalizado o projeto. Ela concorda e praticamente se muda para o galpão de Seth. Os dois se aproximam com a mesma velocidade com que o cientista vai aperfeiçoando seu trabalho. Em pouco tempo, os dois estão de fato morando juntos e a máquina está praticamente pronta para novos testes. Porém, o relacionamento dos dois começa a ir mal e Seth, durante uma bebedeira, decide testar o teletransporte sendo ele mesmo a cobaia. O que ele não esperava era que uma maldita mosca entrasse na cabine junto com ele e o DNA dos dois se fundisse durante o processo.

Do momento da fusão em diante, Seth descobre as maravilhas que o processo fez em seu corpo e depois arca com as consequências de ter se unido tão intimamente com o inseto.

A Mosca é uma releitura de um filme B de 1958, A Mosca da Cabeça Branca, estrelado por Vincent Price, mas supera e muito a antiga produção. Cronenberg coloca a crítica à tecnologia e à febre da evolução da ciência à frente da humanidade e mostra uma mutação que começa física e termina com o total transtorno psicológico do protagonista e de sua namorada. Jeff Goldblum consegue vivenciar essa transformação gradual muito bem e os efeitos de maquiagem são impressionantes e nojentos, para dizer o mínimo. Mas isso já era de se esperar, já que o cara se fundiu a uma mosca e não a uma bela rosa (pequena dose de sarcasmo aqui).

Concluindo esta resenha, A Mosca é um grande exemplar do cinema fantástico e merece estar na prateleira de todos os colecionadores e apreciadores de um bom filme. Pode ser tosco e gosmento em certos pontos, mas o verdadeiro prazer do filme não fica na questão estética, mas na trama de modo geral. Se o espectador conseguir ver como a ideia e o visual se completam, o terror será muito mais intenso. Se eu recomendo? Acho que sim.

 

Nota: 10

~ por andre1979 em 13/07/2011.

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