18. Sepultado Vivo

Ficha Técnica

Nome nacional: Sepultado Vivo (nome em DVD) ou Morto, Mas Nem Tanto (nome para a TV)

Nome original: Buried Alive

Ano de produção: 1990 (9/5/1990)

País de produção: EUA

Direção: Frank Darabont

Roteiro: David A. Davies (história) e Mark Patrick Carducci (roteiro)

Elenco: Tim Matheson, Jennifer Jason Leigh, William Atherton, Hoyt Axton,

Duração: 93min

Distribuidora: New Way Filmes

Resenha:

Sepultado Vivo (ou Morto, Mas Nem Tanto) é um verdadeiro clássico das sessões de filmes do SBT. Esta produção, também feita para a televisão norte-americana, foi diversas vezes exibida nos mais variados horários da programação do canal de Silvio Santos e poucos são os cinéfilos de 30 e poucos anos que nunca viram ou ouviram falar desse filme até hoje. Justiça seja feita, em tempos de poucas opções na TV, este aqui era um dos bons exemplares. Depois de ter sido lançado em VHS pela CIC Vídeo (Universal) nos anos 1990, ele finalmente chega ao DVD pela New Way Filmes, nova empresa de varejo do mercado nacional.

Clint Goodman (Tim Matheson) é um arquiteto/engenheiro que larga um emprego muito bom em Manhattan e parte de volta para sua cidade natal, onde constrói um rentável negócio de construção civil. Ele trouxe consigo sua esposa Joanna (Jennifer Jason Leigh), que não está nada contente com a mudança da cidade grande para o interior e já não está mais feliz ao lado do marido. Somadas as infelicidades da moça, o resultado não poderia ser outro se não ela ter um amante. Só que esse amante, o médico Cort Van Owen (William Atherton), tem planos muito ambiciosos e para realiza-los arma o crime perfeito – Joanna mataria envenenado seu marido e com o dinheiro da herança eles abririam uma clínica de cirurgia plástica em Hollywood para Cort.

Em pouco tempo, o clima entre Clint e Joanna fica insuportável e ela passa a dar suas escapadas com mais frequência. Sobra para Clint seus momentos de calmaria curtindo pescarias com o xerife local, Sam Eberly (Hoyt Axton), grande amigo de seu falecido pai e seu melhor amigo.

Cort e Joanna resolvem executar o plano de assassinar Clint, mesmo com a moça estando reticente. Cort dá a Joanna um veneno muito especial, com a capacidade de causar um ataque cardíaco fulminante caso quem o consumir absorva toda a dosagem. No mesmo dia, Joanna prepara um jantar “especial” a Clint depois de uma nova briga. Porém, Joanna desperdiça parte do veneno e usa apenas uma parte para temperar a comida de seu futuro finado marido. Pouco depois de degustar seu jantar romântico, Clinte sofre um ataque e morre.

Apesar das suspeitas, Cort e Joanna conseguem se livrar da polícia e encerrar o caso como uma morte natural. Com isso, a agora viúva consegue vender a milionária empresa do marido e juntar alguns milhões de dólares para fugir com o amante. O que a dupla de criminosos não esperava era que o efeito do veneno não fosse o bastante para matar Clint e que ele fosse despertar de um sono cataléptico dentro do caixão e conseguisse fugir graças à economia de Joanna na hora de comprar um caixão. Daí para a frente, Clint elabora um criterioso e bem feito plano para dar o troco no casal de pilantras.

Sepultado Vivo é um ótimo filme. Feito nos anos 1990, com os recursos básicos de uma produção para a TV, não poderia explorar a violência como acontece hoje e nem ter toda a habitual nudez, sexo e outros recursos que os filmes usam para atrair o expectador. Com isso, sobra a tarefa para o diretor e para o roteirista, que são obrigados a fazer um trabalho convincente para que o filme tenha sucesso. Neste caso, Frank Darabopnt, que estreava na direção de longas-metragens, debuta com categoria ao dar vida a uma trama muito bem costurada por Mark Carducci em seu roteiro. Todas as pontas se encaixam e o filme flui de modo bastante convincente.

Darabont já dá indícios em seu primeiro filme de que é muito competente. Prova disso está em suas obras mais recentes, como as duas adaptações de textos de Stephen King: À Espera de um Milagre e O Nevoeiro, e a produção de um dos mais novos sucessos da TV nos EUA, a série The Walking Dead.

Concluindo, Sepultado Vivo é um marco da TV aberta nacional, merece ser visto novamente em DVD e, por que não, estar na coleção de quem gosta de uma diversão leve.

 

Nota: 8

2 comentários em “18. Sepultado Vivo

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