20. A Casa dos 1000 Corpos

Ficha Técnica

Nome nacional: A Casa dos 1000 Corpos

Nome original: House of 1000 Corpses

Ano de produção: 2003 (11/4/2003)

País de produção: EUA

Direção: Rob Zombie

Roteiro: Rob Zombie

Elenco: Sid Haig, Karen Black, Sheri Moon Zombie, Bill Moseley, Erin Daniels

Duração: 89min

Distribuidora: Imagem Filmes

 

Resenha:

Antes de escrever estar resenha, li algumas críticas sobre A Casa dos 1000 Corpos, primeiro longa-metragem de Rob Zombie. Grande parte delas elogia o esforço de Zombie em criar um filme de terror, mas não exaltam nenhuma qualidade do roteiro, das atuações ou do excesso de sangue e violência – características que são a assinatura do diretor que ficam ainda mais marcantes nos filmes seguintes dele (veja resenhas anteriores neste blog). Acredito que seja um exagero limitar-se a apenas dar um tapinha nas costas de Rob Zombie depois de ver o filme. Com tanta tranqueira sendo lançada neste gênero tão pobre de novidades, A Casa dos 1000 Corpos tem seus defeitos, mas digo com tranquilidade que suas qualidades as superam.

A linha narrativa é bastante simples, apesar de a edição ser muito rápida e bombardear o espectador com informações visuais o tempo todo, mesclando passado, presente e cenas aleatórias detalhando alguns aspectos do que está no cenário. Dois casais estão cruzando juntos os Estados Unidos como pesquisa para um livro sobre as atrações bizarras que o interior do país reserva ao turista, uma espécie de guia de viagem alternativo. Durante a passagem do grupo por uma pequena cidade texana, uma parada para repor a gasolina revela um museu de bizarrices único no país e isso desperta a curiosidade dos pesquisadores. Pouco sabem eles que há poucos minutos aconteceu uma tentativa de assalto que terminou muito mal para os bandidos – mortos brutalmente pelo Capitão Spaulding, dono do recinto e um palhaço cujo humor negro nem sempre faz rir.

Dentro do museu – entenda-se do próprio posto de gasolina – os rapazes tiram fotos e tentam entrevistar Spaulding, que tira um sarro e dá arrepios à dupla. Quando o palhaço diz aos pesquisadores que há um passeio especial atrás do museu, o grupo não perde tempo em querer conhecer. Lá dentro, muitos sustos e cenas toscas de assassinatos marcam definitivamente a visita, causando bastante desconforto e risadas nos visitantes. Enquanto os rapazes ainda tentam digerir o que acabaram de ver, as garotas não querem esperar mais para ir embora do lugar. O problema é que começa um temporal e o pneu do carro deles fura logo depois deles encontrarem a bela Baby (Sheri Moon, que logo depois do filme casou-se com Zombie e adotou seu sobrenome) e darem carona a ela. Obviamente, ela tem a solução – eles devem seguir com ela para sua casa e de lá podem conseguir ajuda. Honestamente, a última coisa que eles conseguem dentro daquela casa é ajuda.

Trocadilhos à parte, o roteiro A Casa dos 1000 Corpos tem obviamente suas falhas, suas situações esquisitas e mal explicadas. Fato também é que por vezes a velocidade da edição acaba por confundir o expectador que não estiver prestando atenção à narrativa. Entretanto, é um trabalho muito bem realizado, com atuações convincentes (exageradas e toscas de propósito), cenas muito grotescas de violência e momentos feitos especialmente para perturbar quem for mais sensível. Lembra em algumas cenas alguns clássicos do terror como Massacre da Serra Elétrica e Quadrilha de Sádicos. A trilha sonora, como era de se esperar, também é bacana, com a cara de Rob Zombie – pesada e suja (no bom sentido). Vi, gostei e recomendo àqueles que gostam de um bom trash de vez em quando.

 

Nota: 7

4 comentários em “20. A Casa dos 1000 Corpos

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