22. Ilha do Medo

Ficha Técnica

Nome nacional: Ilha do Medo

Nome original: Shutter Island

Ano de produção: 2010

País de produção: EUA

Direção: Martin Scorsese

Roteiro: Laeta Kalogridis, baseada no livro de Dennis Lehane

Elenco: Leonardo DiCaprio, Ben Kingsley, Mark Ruffalo, Michelle Williams, Emily Mortimer, Jackie Earle Haley

Duração: 138min

Distribuidora: Paramount

Resenha:

No início da década de 1950, dois agentes do governo são enviados a uma ilha remota para investigar o sumiço de uma perigosa detenta. O chefe da investigação é o inspetor Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio), que navega em direção a Shutter Island com seu novo parceiro, o agente Chuck Aule (Mark Ruffalo). Daniels é um veterano da Segunda Guerra Mundial que está lutando para superar uma tragédia em sua família. Realizar este trabalho em Shutter Island, um hospital psiquiátrico que abriga presidiários condenados pela justiça, parece ter alguma relação ao passado recente do inspetor.

Ao chegarem ao local, os dois federais são recebidos pelo chefe da segurança do local, que os escolta, literalmente, ao escritório do responsável pela instituição, o Dr. Cawley (Ben Kingsley), que informa que Rachel (Emily Mortimer), a quem ele chama de “paciente” no lugar de “prisioneira”, havia sumido há pouco mais de um dia e que naquele local não havia muito onde se esconder, muito menos escapar. Suspeitando que houve ajuda de algum funcionário, Daniels e Aule começam a interrogar todos aqueles que prestam serviço na ilha. Enquanto os investigadores entrevistam funcionários e pacientes, um temporal isola a todos no local, impedindo qualquer investigação na área externa.

Apesar de sentir-se muito mal depois da viagem e de tomar uma medicação oferecida por Cawley, Daniels prossegue determinado a achar Rachel e a fazer contato com outro prisioneiro da ilha, quem ele acredita ser o responsável pela morte de Dolores (Michelle Williams), esposa de Daniels, que morreu há pouco tempo em condições suspeitas. Quando acontece um blecaute e a segurança é forçada a intervir junto aos “pacientes”, Daniels e Aule têm a chance de acessar o prédio em que ficam os internos mais violentos – onde pode estar quem Daniels quer encontrar. Porém, a mente do inspetor começa a lhe pregar peças e isso o faz confundir o que é real e o que ele imagina. Deste ponto em diante, fica cada vez mais complicado para os agentes concluir quem é quem dentro de Shutter Island.

Ilha do Medo é a mais recente produção dirigida por Martin Scorsese, cineasta famoso que ocasionalmente flerta com o terror e com o suspense, como já fez antes com Cabo do Medo, Taxi Driver e Vivendo no Limite, e mostrou que leva jeito pra coisa. Scorsese e DiCaprio já haviam trabalhado juntos em Os Infiltrados e dessa mistura saiu um ótimo policial dramático. Aqui, não é diferente, com clima muito tenso e ótima interpretação do astro, que dá vida a um perturbado agente federal em busca de respostas sobre seu passado enquanto tenta encontrar uma presidiária desaparecida em circunstâncias misteriosas.

O texto de Ilha do Medo é muito bem montado. O filme é todo ambientado em 1954, com o resultado da recente guerra mundial ainda fresco na vida das pessoas. Esse fato é bastante explorado durante os momentos de questionamento e conflito entre o personagem de DiCaprio e os psiquiatras de Shutter Island, que são de origem européia – um deles é alemão. Outro fato relevante é a abordagem de um tema muito controverso da mesma época, a realização de experimentos psiquiátricos secretos sob os olhos do governo. Tudo isso soma-se aos traumas que o protagonista carrega: ele volta muito abalado da guerra, em que lutou e matou muita gente, e a perda de sua esposa, algo que não fica 100% explicado no começo e vai ganhando contexto ao longo do filme. Ainda há o questionamento da realidade, que a certo ponto de Ilha do Medo nem mesmo o espectador confia no julgamento mental do inspetor Daniels e questiona, tanto quanto ele, o que realmente está acontecendo e o que é imaginário.

Ilha do Medo é um grande filme de suspense, com ótimos sustos, viradas interessantes no roteiro e momentos de dar medo – o que eu julgo ser o bastante para dizer que este é um fino exemplar de terror psicológico. Está na minha coleção, em Blu-ray. Depois que você o assistir, certamente desejará tê-lo na sua também. Altamente recomendado, inclusive os extras que o DVD e o BD possuem são ótimos.

 

Nota: 9

~ por andre1979 em 22/07/2011.

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