26. O Bebê de Rosemary

Ficha Técnica

Nome nacional: O Bebê de Rosemary

Nome original: Rosemary’s Baby

Ano de produção: 1968

País de produção: EUA

Direção: Roman Polanski

Roteiro: Roman Polanski, baseado no livro de Ira Levin

Elenco: Mia Farrow, John Cassavetes, Ruth Gordon, Sidney Blackmer, Maurice Evans

Duração: 132min

Distribuidora: Paramount

Resenha:

Antes de escrever esta resenha, resolvi tomar dois cuidados: assistir novamente ao filme para relembrar como ele é bom e ter por perto a caixinha do DVD da Paramount Collection de O Bebê de Rosemary. Por que razão ter a capa do filme se eu já o vi novamente? Simples, para eu me lembrar como não escrever uma sinopse, já que, além de começar dando informações erradas sobre o filme, já conta logo de cara como ele termina. Sério, para que eu iria ver o filme se eu já sei a história toda? De qualquer modo, raros são os fãs de filmes de terror que nunca viram este ótimo trabalho de Roman Polanski ou sequer ouviram falar dele. Creio que este seja um daqueles filmes universais para quem gosta de cinema de um modo geral.

Rosemary (Mia Farrow) e Guy (John Cassavetes) formam um jovem casal que está em busca de um novo apartamento na cidade de Nova York. Eles visitam vários lugares mas se encantam por um local que acabou de ficar vago depois da proprietária, uma senhora já de bastante idade, que faleceu. Guy é um ator que faz comerciais de TV e que está tentando papéis maiores no teatro para se firmar na profissão. Rosemary é dona de casa e tenta dar o suporte necessário para que o marido consiga se estabelecer na carreira. Eles planejam ter um bebê, mas ainda não decidiram a hora. Depois que o casal aceita o “tal” apartamento, a vida deles muda radicalmente.

Morando na nova casa, os jovens conhecem Roman e Minnie, um casal de idosos que mora ao lado do apartamento recém-locado, no sétimo andar. Rapidamente, Rosemary faz amizade com Terry, garota que vive com Roman e Minnie. Porém, Terry é encontrada morta na rua – ela aparentemente se matou. Com isso, os idosos e Guy e Rosemary ficam ainda mais próximos. Para a jovem, até demais. Quando a amizade se torna forte e Guy começa a ter mais chances de emprego, tudo parece apontar para o momento ideal para que Rosemary engravide. O casal prepara tudo e estipula uma data para começar a tentar. Quando o dia chega, Rosemary e Guy têm um jantar romântico e, depois de comerem uma sobremesa enviada por Minnie, a moça começa a passar mal, delirar e ter visões estranhas, como se ela estivesse sendo abusada sexualmente por pessoas que ela nunca viu antes. Ao despertar na manhã seguinte, Guy conta que eles haviam tido relações na noite passada, mesmo ela estando embriagada, segundo ele.

Deste ponto em diante, a vida do casal começa a passar por drásticas mudanças. Enquanto Guy segue melhorando profissionalmente e ficar cada vez mais amigo do casal de vizinhos, Rosemary é forçada a trocar de médico, se submeter a uma dieta vigiada de perto por todos ao seu redor e começa a ter dores estranhas, explicadas pelo novo obstetra como normais. Como não podia deixar de ser, em determinado momento, a jovem se cansa de sofrer e começa a investigar o que realmente se passa. Com isso, o filme ganha novo fôlego e momentos bastante interessantes.

O Bebê de Rosemary é um dos melhores filmes de Roman Polanski, indiscutivelmente. Por muitos fãs e cinéfilos, é tido com uma das melhores produções da história. Com razão, pois é uma grande adaptação de best-seller, tem o texto muito bem amarrado e é muito bem conduzido pelo diretor. A trilha sonora é envolvente, o elenco está afiado e tudo isso somado conquista o espectador, que acompanha as mais de duas horas de filme sem se dar conta que todo esse tempo se passou. Ruth Gordon, intérprete de Minnie Gordon, a agitada senhorinha que entra sem ser convidada na vida de Rosemary, levou um Oscar® por seu trabalho. O filme também foi indicado ao Oscar® de melhor roteiro adaptado (para Polanski).

Este filme é um dos poucos que podem ser considerados de terror sem ter a violência explícita como recurso. Todo o pavor que a história passa ao público vem da sensação de paranoia e impotência da protagonista, que vê todos ao seu redor como suspeitos de estarem envolvido em algo maior – e que envolve o filho que ela carrega em seu ventre. Merece uma espiada com carinho.

Nota: 8

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