28. Bruxas

Ficha Técnica

Nome nacional: Bruxas

Nome original: Witches: The Dunwich Horror

Ano de produção: 2009

País de produção: EUA

Direção: Leigh Scott

Roteiro: Leigh Scott, baseado no conto original de H.P. Lovecraft

Elenco: Dean Stockwell, Griff Furst, Sarah Lieving, Jeffrey Combs, Natacha Itzel

Duração: 92min

Distribuidora: Focus Filmes

 

Resenha:

Quando recebi o DVD do filme Bruxas das mãos do pessoal da Focus Filmes no ano passado, eu não conhecia muito sobre o filme, apesar de eu já saber por cima do que se tratava sua trama. O que veio como boa novidade foi o que eu descobri depois ao pesquisar mais sobre o filme. Trata-se de uma refilmagem realizada para a TV a cabo dos EUA de The Dunwich Horror, produção de 1970 baseada num conto de H.P. Lovecraft, um dos maiores gênios da literatura ficcional e do fantástico até hoje. Entre os filmes que de uma forma ou de outra se utilizaram da produção de Lovecraft, podemos citar Re-Animator: A Hora dos Mortos-Vivos e Do Além (ambos de Stuart Gordon), Pavor na Cidade dos Zumbis (do mestre Lucio Fulci), entre outros.

The Dunwich Horror chegou ao Brasil na época do VHS com o título O Altar do Diabo e chegou a ir ao ar na televisão aberta, na Rede Manchete, numa daquelas sessões de cinema do mesmo naipe do Cine Trash. Um dos dados mais marcantes sobre esse filme de 1970 é o fato de ele ser produzido por ninguém menos que Roger Corman, um dos responsáveis por manter o terror vivo no cinema por tanto tempo. Todavia, o foco desse texto não é o original da década de 1970, mas da versão de 2009, batizada Bruxas (Witches: The Dunwich Horror em inglês) aqui no Brasil. Vamos a ela.

Dez anos atrás, na mansão Whateley, uma casa secular na região da Luisiana, nos EUA, Lavina está sofrendo para dar à luz seu tão esperado filho. Depois de o primeiro filho nascer, descobre-se que há outro feto para sair. No entanto, o que ela traz ao mundo não é um bebê comum, mas um ser demoníaco. Tudo isso é narrado pelo Dr. Henry Armitage (Dean Stockwell), um especialista em ciências ocultas, demonologia e fenômenos paranormais. Ele conta que a família Whateley carregava a fama de lidar com vodu e magia negra, o que deu a eles notoriedade entre os moradores da região, que contavam histórias a respeito da casa e seus habitantes para os turistas. Hoje, Armitage, com a ajuda de Fay Morgan (Sarah Lieving), também especialista na área, trabalha lidando diretamente com manifestações demoníacas ao redor do mundo, coletando dados e relíquias por onde passa.

Depois de resolver um caso de possessão, Armitage e Morgan descobrem que há forças poderosas querendo abrir um portal para que demônios antigos voltem a caminhar pela face da Terra. Para realizar tal feito, a Irmandade Negra trouxe para o mundo o guardião desse portal, Yog Sothoth, sendo ele o único capaz de abrir e fechar essa passagem (Nota: ligando os pontos, fica fácil para o espectador saber que aquela criatura que nasceu na casa dos Whateley é justamente tal porteiro do mal). Entretanto, para que os Whateley consigam abrir a porta para os tais demônios falta a chave – uma página do famoso Necronomicon, o livro dos mortos. Esta página, a de número 751, não existe em praticamente todas as cópias do livro espalhadas pelo mundo. Para tentar chegar à versão completa do livro, a dupla de especialistas busca a ajuda de um professor universitário chamado Walter Rice (Griff Furst), ex-colega de Morgan e amigo de Armitage.

O problema (sempre há algum, claro) é que Rice não acredita naquilo que professa, apesar de ter feito fama no ramo das ciências ocultas. Na verdade, ele tenta desmistificar os mitos provando que eles não passam de mitologia ou crendice popular. Mas quando os três partem para as cabeças e começam a lidar com forças realmente poderosas, Rice será forçado a acreditar para se salvar e evitar que o portal seja aberto e o mundo dominado pelos demônios.

A trama de Bruxas não é mistério. Ela segue uma linha bastante simples de lógica e não tem grandes surpresas, exceto quando o filme começa a chegar ao fim e algumas revelações sobre a tal página desaparecida começam a surgir. Para completar, algumas informações interessantes. No papel de Wilbur Whateley, o filho supostamente normal de Lavina, está Jeffrey Combs, ator que se consagrou no gênero depois de ter participado de grandes filmes como os já mencionados Re-Animator e Do Além, fora aparições em Arquivo-X e outras pérolas. Uma pergunta que isso pode gerar ao leitor mais atento é que o filme se passa apenas 10 anos depois da Lavina parir seus filhos em casa. Bom, se eu contar perde a graça, né?

Outro ponto que vale a pena ser mencionado é a participação de Dean Stockwell em Bruxas e em O Altar do Diabo (as duas versões de The Dunwich Horror). Se em Bruxas Stockwell vive o papel do Dr. Armitage, em O Altar do Diabo ele dá vida a Wilbur Whateley, papel de Combs na versão de 2009.

Sobre o diretor do filme, Leigh Scott, confesso que não posso falar muito. Já vi outros filmes dele, mas nada que fosse surpreendente ou marcante. Ele já dirigiu Exorcismo: A Possessão de Gail Bowers, King – O Rei da Selva e a preciosidade Transmorphers. Nada que seja de muito útil. O que vale aqui é que Bruxas é um filme simples, com efeitos especiais típicos de uma produção para a TV e que é bastante honesto. Acredito que valha uma conferida, sem dúvida.

 

Nota: 6,5

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