33. Espinhos

Ficha Técnica

Nome nacional: Espinhos

Nome original: Splinter

Ano de produção: 2009

País de produção: EUA

Direção: Toby Wilkins

Roteiro: Ian Shorr, Kai Barry e Toby Wilkins

Elenco: Jill Wagner, Paulo Costanzo, Shea Whigham e Rachel Kerbs

Duração: 82min

Distribuidora: Paris Filmes

 

Resenha:

Para um filme independente, com baixo orçamento (grande parte gasto nos efeitos visuais) e apenas seis pessoas creditadas no elenco, Espinhos pode ser considerado um ótimo filme. Particularmente, sou fã de filmes de terror feitos fora do eixo de Hollywood. É nesse nicho de mercado que se concentram as melhores histórias e as produções com maior liberdade criativa, tanto no desenvolvimento do roteiro quanto na filmagem dele. Espinhos se encaixa nessa categoria.

Toda a trama do filme se desenrola em uma estrada e em um posto de gasolina. Logo de cara o espectador já sabe que o grande vilão do filme é um ser estranho que usa seres vivos como hospedeiros e é formada por espinhos que vão se desenvolvendo dentro do hospedeiro de quem se alimenta. Detalhe é que quem der o azar de ser o tal hospedeiro vai sendo comido vivo pela coisa. A primeira cena já mostra o posto de gasolina e seu atendente, um rapaz que está sossegado esperando os clientes. Ele é atacado por este ser e rapidamente é dominado. Algum tempo depois, conhecemos mais dois personagens (dos seis) importantes: um casal de bandidos, Dennis e Lacey. Eles estão em fuga para o México, mas antes o rapaz precisa dar uma passada em uma cidadela do interior dos EUA. O carro deles pifa na estrada e lhes resta caminhar até o destino. Paralelamente, entram em cena outros dois personagens, Polly e Seth, um casal que está tentando acampar num terreno perto da mesma estrada, mas que está sofrendo com problemas técnicos na montagem da barraca.

Até então, nenhuma das três situações estava conectada até que Polly e Seth desistem do camping e pegam a estrada. Eles dão de cara com Lacey, que parece estar perdida. Na verdade, obviamente, o espectador já sabe que se trata de uma armadilha preparada por Dennis para pegar o casal desprevenido. Dá certo e os quatro seguem viagem pela estrada. Depois que o carro de Polly acerta algo estranho que passou por eles no caminho, eles são obrigados a parar para trocar o pneu do carro. Quando Lacey e Seth vão ver o que é, descobre-se que era o bicho que tinha atacado o frentista do posto no começo do filme. Eles continuam a jornada e são forçados a parar no posto de gasolina, já que o ser cheio de espinhos danificou o carro e é preciso reabastecer.

Como já sabemos de antemão, o posto está abandonado. Ou melhor, está aparentemente abandonado, já que o frentista que foi atacado está no banheiro agonizando. Ele é encontrado por Lacey e deste ponto em diante é melhor ver o filme do que ler mais a respeito, pois perderá a graça.

Espinhos chama a atenção por ser simples no contexto, mas muito mais interessante e profundo do que parece no trato dos personagens entre si. Cada um tem uma história independente, que de alguma forma contribui para enriquecer o duelo entre as pessoas (entre si) e o monstro. Isolados na loja de conveniência do local, pode-se ver muito da fragilidade do contato social, de como as pessoas são julgadas e como o terror pode mudar o modo de vemos as coisas. Bem interessante.

Falando sobre a criatura que batiza o filme, ela é o grande destaque visual da produção, já que ela não tem uma forma definida e vai se construindo ao longo da trama, agregando a ela pedaços de seus hospedeiros. Ao mesmo tempo em que os personagens vão descobrindo o que é o bicho, o público tem a oportunidade de ver um espetáculo de sangue e espinhos misturados. Só para adiantar, a criatura é bem feia e nojenta. Mas isso funciona muito bem para o filme. A maquiagem é ótima, a trilha sonora é boa e a câmera é bem intensa, mesclando agilidade com lentas cenas de observação do cenário.

Concluindo, Espinhos é um ótimo filme, vale uma conferida, com certeza.

 

Nota: 8

~ por andre1979 em 03/08/2011.

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