39. Dia dos Namorados Macabro

Ficha Técnica

Nome nacional: Dia dos Namorados Macabro

Nome original: My Bloody Valentine

Ano de produção: 2009

País de produção: EUA

Direção: Patrick Lussier

Roteiro: Todd Farmer e Zane Smith, baseados no roteiro original de 1981, escrito por John Beaird, sobre o conto de Stephen Miller.

Elenco: Jensen Ackles, Jaime King, Kerr Smith

Duração: 101min

Distribuidora: PlayArte

 

Resenha:

Dia dos Namorados Macabro é um título que muitos fãs de filmes de terror já conhecem e que certamente os que estão na casa dos 30 anos de idade já ouviram falar ou passar na televisão nas Sessões das Dez da vida. Na verdade, esta resenha tratará da refilmagem deste filme de 1981 realizada por Patrick Lussier, diretor de filmes como a trilogia originada em Drácula 2000 (estrelada por Gerard Butler, desconhecido à época) e Luzes do Além, além (sem trocadilhos) de ter trabalhado como parceiro do mestre Wes Craven na edição de grandes sucessos como Pânico, Amaldiçoados e Vôo Noturno. Lussier começou sua carreira como diretor e editor de produções para a TV como o seriado Magnum e afins. Em Dia dos Namorados Macabro, o cineasta fez um bom trabalho modernizando um terror que pode ser considerado trash e o adaptou para ir para os cinemas em 3D (o primeiro do gênero que tive a oportunidade de ver em três dimensões).

O roteiro segue a mesma linha do original (apenas poucas modificações, mas o contexto é o mesmo), Na pequena cidade de Harmony, um acidente prende um grupo de mineradores metros sob a terra e apenas um deles é resgatado com vida, Harry Warden, que é encontrado em coma. Com o sobrevivente no hospital, resta ao resgate trazer de volta à superfície os corpos dos outros cinco trabalhadores. Ao fazerem isso, descobre-se que as vítimas todas morreram a golpes de picareta, ferramenta favorita de trabalho de Warden. Conclui-se então que foi o sobrevivente quem matou os outros. Só que nada se há de fazer, já que ele está vegetando sobre uma cama.

Algum tempo depois, no dia dos namorados, Warden desperta, começa um novo massacre no hospital e vai para a mina em que aconteceu o acidente, agora desativada e palco de uma festa de adolescentes. No local, ele também resolve usar sua picareta para fazer mais vítimas e só para quando é baleado pelo xerife. De todos os que estavam na festa, apenas quatro jovens sobrevivem, os casais de namorados Tom Hanniger e Sarah, e Axel Palmer e Irene. O detalhe é que Hanniger é filho do dono da mina e ele é suspeito de ter causado o incidente com os mineiros algum tempo atrás.

Dez anos se passam, a trama se passa no presente, com Tom vivendo longe da cidade de Harmony desde os eventos na festa da mina. Ele é forçado a voltar à região para tomar posse da herança de seu pai, que lhe deixou a fatídica mina – hoje fonte de sustendo de toda a população da cidadela. Tom quer vender o local para uma indústria e isso ameaça a economia de Harmony inteira. Isso faz com que todos os que ele encontre no caminho sejam hostis. As coisas pioram quando Tom reencontra Sarah, a quem ele abandonou para fugir da cidade. Só que ela não ficou esperando por ele, como num conto de fadas, ela se casou com Axel Palmer, hoje xerife do condado, com quem tem um filho.

Com os ânimos à flor da pele, chega o dia dos namorados. Para celebrar a especial data, parece que Warden voltou dos mortos para continuar sua matança na mina.

Se formos comparar o filme de 1981 com o de 2009, pouco se pode falar da qualidade e da produção, que hoje é infinitamente melhor e mais elaborada que no passado. A única vantagem que o original possui é o fato de ser realmente escuro e claustrofóbico, coisa que a versão atual não conseguiu ser. Para compensar, Dia dos Namorados Macabro é caprichado no quesito violência, com cenas marcantes de brutalidade, bem desenhadas pelos efeitos visuais. Quando visto no cinema, em 3D, o filme ganha alguns pontos sobre a experiência de se ver em casa. Mesmo assim, ainda é um bom entretenimento.

Nota: 7

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