43. O Exorcismo de Emily Rose

Ficha Técnica

Nome nacional: O Exorcismo de Emily Rose

Nome original: The Exorcism of Emily Rose

Ano de produção: 2005

País de produção: EUA

Direção: Scott Derrickson

Roteiro: Paul Harris Boardman e Scott Derrickson

Elenco: Laura Linney, Tom Wilkinson, Campbell Scott, Jennifer Carpenter

Duração: 122min

Distribuidora: Sony Pictures

 

Resenha:

Entre os muitos filmes sobre exorcismos e possessões demoníacas que vemos nas prateleiras e chegando aos cinemas, encontramos algumas pérolas e O Exorcismo de Emily Rose é uma delas. Partindo do fim da história e narrando o mesmo caso de dois pontos de vista diferentes, o roteiro dessa produção prende a atenção e ainda oferece uma terceira trama paralela para dar uns sustos no expectador. Quem dirige o filme é Scott Derrickson, cineasta novato em longas à época, tendo apenas uma produção anterior realizada, o terror Hellraiser: Inferno, um filme regular. O roteiro também é assinado por Derrickson, ao lado de Paul Harris Boardman. O texto é envolvente e não se perde em meio às explicações conflitantes para o mesmo evento, o exorcismo do título.

Tudo começa no tribunal, quando o julgamento de um padre chamado Moore (Tom Wilkinson) tem início. A advogada do religioso, Erin Bruner, apesar de não acreditar em nenhuma fé, aceita o caso. O que a procuradoria quer é a pena de morte para o padre, acusado de assassinar uma jovem universitária, Emily Rose (Jennifer Carpenter), durante um ritual de exorcismo. Com a opinião pública e grande parte das provas apontarem que tudo não passa de crendice popular e que o padre acidentalmente matou a garota, Erin tenta encontrar uma forma de evitar que seu cliente seja condenado.

Enquanto acontece o julgamento, a cada novo testemunho, um novo pedaço da história é contado – e mostrado para o expectador. A versão da acusação atesta que Emily tinha problemas neurológicos sérios, um tipo raro de epilepsia, o que provocava escoriações pelo corpo, visões e paranóia. Segundo a família da jovem, ela vivia reclusa em uma fazenda no interior dos EUA e, contra a vontade da família, ela consegue uma bolsa de estudos em uma universidade e aceita. Ela vai morar longe de casa e isso acaba a assustando.

Segundo Moore, Emily Rose o procurou depois de um estranho episódio dentro de uma igreja perto da universidade. Conforme a jovem foi piorando, o padre acreditou ser preciso fazer uma intervenção e realizar o fatídico exorcismo. Depois de toda a luta contra o demônio, que preencheu todos os requisitos da igreja para que o caso seja qualificado como de possessão demoníaca, o corpo da jovem não suportou a exaustão e pereceu.

Com as duas versões já apresentadas, ainda faltava algo para que Erin aceitasse e cresse naquilo que Moore afirma. E isso começa a acontecer quando estranhos fatos começam a acontecer com a advogada fora do tribunal. Pesadelos, a sensação de estar sendo observada, objetos movendo-se de lugar… Enfim, a vida de Erin começa a ficar perturbadora, assim como havia acontecido com Emily Rose antes de sua morte. Com isso, além de acreditar no que o padre diz, ela precisa da ajuda dele para poder concluir o caso e se ver livre do que a perturba.

O grande barato de O Exorcismo de Emily Rose é que ele é um bom filme de terror e um bom filme de tribunal ao mesmo tempo. É interessante ver como os advogados e as testemunhas apresentam duas versões conflitantes dos fatos e nós podermos ver isso na forma de cenas da vida de Emily Rose. Jennifer Carpenter está ótima como a garota possuída. Para quem não a conhece, ela pode ser vista no terror Quarentena (refilmagem de REC) e no seriado Dexter.

Para concluir, este é um ótimo filme, muito bom entretenimento e garante bons sustos e imagens muito bem construídas, com clima bastante tenso. Recomendo!

Nota: 8

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