45. O Exorcista

Ficha Técnica

Nome nacional: O Exorcista

Nome original: The Exorcist

Ano de produção: 1973

País de produção: EUA

Direção: William Friedkin

Roteiro: William Peter Blatty (baseado em seu próprio livro)

Elenco: Max Von Sydow, Linda Blair, Jason Miller, Ellen Burstyn

Duração: 132min

Distribuidora: Warner

 

Resenha:

Poucos filmes de terror fizeram tanto sucesso quanto O Exorcista. Impecável tecnicamente e com um roteiro muito bem escrito, ambas estas características premiadas com o Oscar®, este filme sobreviveu assustador até os dias de hoje, inspirando diversas variantes do tema e imortalizando a imagem da garota possuída pelo demônio flutuando sobre a cama e gorfando sobre o padre que tenta libertá-la. Méritos para toda a equipe, liderada por William Friedkin, que dirige com mão firme uma produção que ao menor deslize poderia ter se tornado mais um amontoado de clichês do gênero. Na verdade, ela se tornou base para diversos truques e cenas imitadas à exaustão até hoje – fonte vasta para o nascimento de clichês. Engraçado isso, não?

Um sucesso como esse tem seus prós e seus contras, obviamente. Para o roteirista e para o diretor, ótimas chances de mostrar serviço em Hollywood. Para o elenco, portas se abrindo para novos horizontes e, quem sabe, valorizar a carreira. Isso tudo motivado por nada menos que 10 indicações ao Oscar®. Como eu já mencionei antes, levou dois deles. Mesmo assim, alguém já ouviu falar de um filme de terror com tamanho reconhecimento da indústria? Mas entre todos os envolvidos em O Exorcista, quem levou a pior foi Linda Blair, que apesar de ter feito um excelente papel, acabou tão marcada pela possuída Reagan MacNeil que nunca mais conseguiu se livrar do estigma do personagem. Ela ajudou a fazer essa fama, já que topou fazer uma sequência do filme alguns anos depois. E um fato engraçado sobre isso é que já nos anos 1990, ela protagonizou uma paródia de O Exorcista ao lado de Leslie Nielsen.

Falando sobre o texto, adaptado para o cinema pelo próprio autor do livro, há três tramas paralelas, todas juntando as pontas no final do filme. A primeira delas é sobre Chris MacNeil (Burstyn), mãe da menina Reagan (Blair). Chris é uma atriz famosa nos EUA que decide se mudar para Washington, onde começa a ficar mais perto de sua filha e nota que a garota está passando por estranhas mudanças de comportamento. Em um desses momentos, Reagan surge, como se durante uma crise de sonambulismo, no meio da sala e faz um xixizinho de leve na frente dos convidados de sua mãe. Soma-se a isso os recorrentes pesadelos e movimentos incomuns dos objetos em seu quarto. Tudo isso faz com que Chris submeta sua filha a inúmeros – e dolorosos – testes médicos para descobrir o que se passa. Mas nada disso surte efeito até que em uma sessão de hipnose Reagan começa a falar com uma voz estranha, como se fosse outra personalidade.

A segunda trama envolve o jovem padre Karras (Miller), que passa por um momento familiar tenso com a doença de sua mãe. O sofrimento da idosa faz com que o religioso comece a questionar sua fé e devoção à igreja. Não tarda, sua crença é posta à prova.

Por fim, há a história de outro membro do clero, o padre Merrin (Von Sydow). Ele é um daqueles monumentos da igreja, fontes de conhecimento e origem de lendas sobre exorcismos, já que ele viajou o mundo lutando contra o demônio e suas manifestações. Fato é que a história de Merrin e o ser que possui o corpo da menina Reagan é antiga e o embate entre os dois é inevitável e trágico.

É óbvio que as três histórias convergem para um só desfecho envolvendo os quatro personagens centrais da trama. Não falarei muito sobre isso para não estragar a diversão de quem ainda não viu O Exorcista. Há aqueles que não viram por causa da idade e da fama que o filme tem hoje em dia, de ser velho e não ter estrelas de cinema atuais. Há outros que não assistem a ele pois realmente têm medo. De qualquer modo, se o leitor nunca viu O Exorcista, mas já deu uma espiada em outros filmes do gênero, respira fundo e veja este filme, seja a versão dublada (clássica) ou legendada. Vale a pena – é um legítimo clássico do terror.

 

Nota: 10

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