50. Deixe-me Entrar [atualizado]

Ficha Técnica

Nome nacional: Deixe-me Entrar

Nome original: Let Me In

Ano de produção: 2010

País de produção: EUA e Inglaterra

Direção: Matt Reeves

Roteiro: Matt Reeves, baseado no roteiro original de John Ajvide Lindquist

Elenco: Kodi Smit-McPhee, Chloe Moretz, Richard Jenkins, Elias Koteas, Cara Buono, Dylan Minnette

Duração: 116min

Distribuidora: Paramount

Resenha:

Este é mais um daqueles exemplares da safra recente de refilmagens. Desta vez, o original é uma produção sueca bastante comentada mundialmente e que fez relativo sucesso. Deixe-me Entrar pode ser incluído na lista de bons remakes, já que o diretor Matt Reeves fez um bom trabalho e conseguiu manter o clima tenso e sombrio do original, além de incluir alguns efeitos digitais para dar uma reforçada na violência.

Matt Reeves não é um diretor de muita expressão no Brasil. Ele tem 11 produções em seu currículo, sendo que grande parte de sua experiência vem da TV e de filmes menores. Seu primeiro trabalho de maior orçamento foi Cloverfield – Monstro, produzido por JJ Abrams, diretor-produtor de grande fama em Hollywood. Antes de ter visto Deixe-me Entrar, tive o cuidado de ver a ficha do filme, como faço em quase todas sessões a que assisto. Quando vi o nome de Reeves nos créditos e lembrei de Cloverfield, soube que o filme poderia ser uma boa opção e não me arrependi. Gostei do que vi.

A trama de Deixe-me Entrar tem como ponto central um garoto chamado Owen, vivido pelo sem sal Kodi Smit-McPhee, que também pode ser visto no drama apocalíptico A Estrada. Antes de falar da atuação do rapazote, vou acabar de falar da história, assim não perco o foco. Owen é filho de um casal que vive separado, sendo o menino criado pela mãe, que vive brigando com seu marido (ou ex, isso não fica muito claro). Com isso, o garoto é muito solitário e seu comportamento em casa tem reflexos ruins na escola, já que ele é atormentado por Kenny, um valentão clássico, e sua turma.

Owen tem por hábito observar seus vizinhos com um telescópio e ele frequentemente flagra sua bela e jovem vizinha em momentos mais íntimos com seu marido mais velho. Certa noite, Owen vê a chegada de novos vizinhos – uma garota da sua idade e um homem já mais velho –, que vão morar no mesmo prédio que o menino, no apartamento ao lado. Ao mesmo tempo em que os novos vizinhos chegam, uma onda de desaparecimentos tem início no local. Na investigação, um policial começa a achar que se trata de um caso de cultos satânicos ou seitas e afins.

Na escola, a situação de Owen começa a piorar quando ele se diverte ao ver Kenny, seu antagonista, ser repreendido pelos professores. O riso escondido do garoto o coloca na mira do valentão, que sempre arruma uma oportunidade de machucar Owen. Num momento de solidão no pátio do prédio, Owen conhece sua vizinha, Abby. Eles trocam algumas palavras e Owen e Abby começam a sentir afinidade um com o outro. O tempo vai passando e eles vão se aproximando, até que se tornam quase inseparáveis. E essa proximidade começa a fazer bem para os dois, já que Owen começa a progressivamente se tornar mais forte e a se defender das agressões, e Abby se torna mais amável com o seu tutor. Paralelamente, o espectador começa a descobrir quem Abby é de verdade e sua natureza assassina. Não tarda para que Owen também descubra. O grande barato está no fato de ele aceitar ou não quem sua amiga é de verdade.

O roteiro de Deixe-me Entrar é muito interessante e as situações que ele cria são ao mesmo tempo curiosas e assustadoras. As primeiras cenas do filme já dão ao público um gostinho de o que ele verá pela frente. O começo, em termos de tempo narrativo, é uma cena já do meio da história e a partir dela o texto volta ao começo para mostrar como se chegou até aquele ponto. Faz sentido? É mais fácil ver o filme do que escrever sobre ele, isso eu digo com certeza. Continuando…

Os protagonistas, Owen e Abby, são vividos por dois atores jovens que já têm sucessos em suas carreiras. Owen, como eu já mencionei antes, pode ser visto em A Estrada. Sinceramente, não gostei dele naquele filme e também não vi diferença dele neste. Para mim, parece que ele ficou preso no papel do menino indefeso e com cara de que vai chorar a qualquer momento. Enfim, nos dois casos, esse era o personagem que as duas tramas precisavam, logo, sucesso. No caso de Abby, ela também vive dois papeis com características semelhantes, ao menos no meu ponto de vista. A atriz Chloe Moretz interpreta Abby em Deixe-me Entrar e Mindi/Hit Girl em Kick Ass – Quebrando Tudo, duas personagens mais ágeis, fisicamente mais ativas. A grande diferença de Chloe para Kodi é que o personagem dela em Deixe-me Entrar exige mais emocionalmente, pois ela progride de um ser quase animal para uma criatura mais humana – e isso fica evidente e pode ser considerado uma grande virtude do filme.

Concluindo, deve-se ver Deixe-me Entrar com certa distância de Deixa Ela Entrar, seu original. São dois bons filmes, duas tramas semelhantes (obviamente), mas que têm execuções diferentes e públicos diferentes. Enquanto o mais recente é uma visão hollywoodiana com ar de independente, o original é um filme de arte com uma pegada mais crua e violenta. Ambos valem a pena. Para os fãs de terror, uma informação adicional: Deixe-me Entrar é uma produção da Hammer, que está de volta à ativa.

Nota: 9

~ por andre1979 em 22/08/2011.

Uma resposta to “50. Deixe-me Entrar [atualizado]”

  1. […] Guia Prático do Terror […]

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