Cidade Fantasma

Saudações,

Continuando a leva de resenhas de lançamentos, recebi o DVD de Cidade Fantasma, filme produzido para a TV pelo canal Syfy e que chega às prateleiras no final de agosto para o consumidor, com lançamento da Flashstar. Este título já está nas locadoras. Já adianto que é um filme de matinê, sem muitas surpresas e com algumas limitações, mas que entretém.

A história de Cidade Fantasma é exatamente o que o título diz, pura e simplesmente. Séculos atrás, em um cenário estilo ‘faroeste’, uma cidade era assolada por pistoleiros, que só se afastaram da população quando, por ordem do misterioso padre McCready, um ritual foi realizado e marcas foram colocadas ao redor do território, formando um pentagrama. Segundo o religioso, o ritual serviu para manter fora da cidade a magia negra praticada pelo bandido, conhecido como Reb Halland. Entretanto, um incauto visitante encontra um desses símbolos enfiados na terra e o remove, abrindo assim uma porta para o mal e dando a oportunidade a Reb e seu bando de adentrar novamente.

Depois de espalhar o terror entre os moradores e dizimar a população, Reb e seus comparsas tiram a vida de McCready, mas não antes de ele deixar uma marca para quem vier depois dele ter uma ideia do que houve na região. Com o padre morto, o bando se reúne e realiza um último ritual, em que eles se posicionam no desenho de um pentagrama e matam uns aos outros, em uma tentativa de conseguir a imortalidade.

Anos mais tarde – muitas décadas, na verdade -, um grupo de universitários volta de um concurso de debate (?) em que fracassaram por causa de uma participante, Chloe (Jessica Rose), cuja família é considerada pária na cidade apenas pelo fato de a mãe de Chloe trabalhar com wicca e produtos naturais. Enfim, isso é o bastante para que haja conflito entre as garotas da equipe de debate. No meio do caminho, o ônibus faz uma parada para dar uma carona a alguns atletas do time da mesma universidade. Com isso, mais intriguinhas e mais personagens-clichês entram em cena.

Tudo segue nos conformes até a hora em que o transporte chega nas redondezas da tal cidade fantasma do título. O ônibus subitamente quebra e o motorista é forçado a parar justamente no centro do vilarejo, que hoje está às moscas. Todos descem do veículo para esperar a manutenção. Como não dá para reparar sem as peças, o motorista sai a caminhar pela estrada até achar ajuda. Enquanto isso, os jovens universitários, curiosos como são, começam a explorar as construções abandonadas.

Obviamente, há os mais safadinhos, que querem achar um lugar escondido para dar uma namorada ou para fumar longe da vista do treinador do time. Apesar dessa leva que está pedindo para morrer, há os que começam a notar que tem algo de errado com a cidade, a começar pelo visual das casas em ruínas e alguns objetos – tudo rústico demais para ser imitação. Quando alguns começam a avistar sombras estranhas e aparições, é tarde demais para fugir. Os fantasmas estão à solta e começam a fazer suas primeiras vítimas.

A salvação da lavoura passa a ficar nas mãos de Chloe, que, junto de Carl (Randy Wayne), seu interesse amoroso, busca abrigo na velha igreja e lá encontra uma série de cadernos com relatos de visitantes e um livro que pertenceu ao padre McCready, contendo anotações a respeito do ritual de proteção que o religioso havia feito para manter os espíritos do mal longe da cidade. Só que quando a noite chega, e com ela também os fantasmas dos pistoleiros, o tempo fica curto para Chloe e seus amigos decifrarem os textos e acharem uma forma de sair com vida da cidade.

Tudo é muito clichê e muito previsível em Cidade Fantasma. O roteiro é simples demais, com falas simples e personagens simples. Forço a barra mesmo na ‘simplicidade’. É um filme feito para a TV, por um canal que não pode ter violência explícita, sexo, gore e afins, portanto, o foco deles é ter uma história interessante. Chegaram perto, mas não o bastante para ter aquele algo a mais para se destacar.  O elenco do filme é razoável e tem dois nomes de certa fama: a protagonista Chloe é vivida por Jessica Rose, famosa do YouTube que deixou muita gente boquiaberta quando descobriu-se que seu perfil era ficcional (lonelygirl15) e fazia parte de um programa roteirizado; e o vilão Reb Halland, interpretado pelo feioso – e já envelhecido – Billy Drago. Drago é cara conhecida dos filmes de artes marciais/policiais dos anos 1990, protagonizados pelos kickboxers e afins.

Para fechar, Cidade Fantasma não me surpreendeu, mas também não me desagradou. Assisti, o tempo passou, o filme acabou e a vida segue. Não é um clássico, mas não é um lixo. Pode render uma matinê.

Nota: 6/10

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