Nos Cinemas – Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros

Saudações,

Seria Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros um filme de terror?

Para responder à pergunta, faço outra pergunta: Seriam Van Helsing – O Caçador de Monstros e Solomon Kane – O Caçador de Demônios filmes de terror?

Na verdade, há elementos presentes nas três histórias que poderiam ser considerados de origem em nosso querido gênero, mas que, na minha opinião, não poderiam qualificar o trio como filmes de terror. “E que tipo de elementos seriam esses?” poderia perguntar algum leitor. Tenho uma ideia: faremos uma lista de itens comuns nos filmes considerados clássicos de terror e podemos visualizar melhor o que cada um dos três citados acima possuem e que se enquadrariam. Vejam abaixo como ficaria:

– Há um ou mais seres sobrenaturais como vilões (vampiros, lobisomens e afins)?
Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros – SIM
Van Helsing – O Caçador de Monstros – SIM
Solomon Kane – O Caçador de Demônios – SIM

– Há excesso de sangue e violência em cena (cabeças e membros cortados, explodidos ou mutilados):
Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros – SIM
Van Helsing – O Caçador de Monstros – SIM
Solomon Kane – O Caçador de Demônios – SIM

– Há um herói que parece desacreditado, mas que supera as dificuldades e derrota o vilão de forma brutal no final?
Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros – SIM
Van Helsing – O Caçador de Monstros – SIM
Solomon Kane – O Caçador de Demônios – SIM

– Dá para tomar uns sustos?
Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros – SIM
Van Helsing – O Caçador de Monstros – NÃO
Solomon Kane – O Caçador de Demônios – NÃO

Bom, essa lista podia seguir praticamente eternamente. Como o foco do texto não é comparar os filmes entre si, mas falar deles para quem quer saber um pouco mais antes de ir ao cinema ou alugar/comprar o filme, imagino que tenha dado para ter uma noção de que Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros não é um filme exclusivamente de terror, mas uma aventura bastante movimentada com toques ou elementos que foram tirados do gênero Terror.

Continuando a falar sobre o filme, o roteiro é baseado no livro de Seth Grahame-Smith, que também assina o texto da adaptação para o cinema. Quem dirige é Timur Bekmambetov, que tem no currículo títulos como O Procurado e a franquia Guardiões do Dia e Guardiões da Noite – estes dois últimos já eram produções de ação que flertavam com o terror. Timur também produziu o recente A Hora da Escuridão, que em breve estará resenhado aqui no blog. Concluindo a etapa da produção, o elenco é composto por alguns nomes conhecidos, como Rufus Sewell (O Ilusionista), Dominic Cooper (Capitão América), Anthony Mackie (Os Agentes do Destino) e Mary Elizabeth Winstead (Enigma do Outro Mundo – 2011). O protagonista é Benjamin Walker (não lembro de nenhum filme com ele), que interpreta Abraham Lincoln durante praticamente todo o filme, com toneladas de maquiagem.

Mudando o tópico para a história, tudo é muito surreal. Quando criança, Abraham vivia com sua família no interior dos EUA. O ano é em algum lugar do início do século 19, quando a escravidão estava no auge. Ao ver seu amigo Will, filho de escravos, apanhar, Abe se mete na briga e o resultado é que seu pai é demitido pelo dono da fazenda, Barts. O que nenhum dos Lincoln esperava era que o fazendeiro fosse um vampiro e que ele viesse no meio da noite atacar a mãe de Abe, que acaba contaminada com uma estranha febre e morre.

O tempo passa e Abe cresce com o desejo de vingança à flor da pele. De um jeito desengonçado, ele até tenta dar um tiro no vampiro. Obviamente ele se dá mal e acaba sendo salvo por Sturges, um caçador de vampiros. Abe e Sturges ficam amigos e o experiente caçador aceita ensinar o rapaz as técnicas para acabar com as criaturas da noite. Só que há uma condição – que Abe siga as orientações de Sturges e que mate quaisquer vampiros que seu treinador mandar. E Barts não está na lista.

Os dias seguem, o treinamento acaba e Abe segue em missão para a cidade de Springfield. Lá, ele arruma emprego na loja de Speed, de quem fica amigo, e conhece a bela Mary Todd, filha de um grande aristocrata local. O que também fica claro desde o começo é que Abe e Mary eventualmente ficarão juntos. E isso acaba dando um tom cômico à trama, já que o rapaz faz de tudo para evitar que ela descubra o que ele faz durante as noites na cidade. Só que o trabalho noturno de Abe atrai a atenção do líder dos vampiros, Adam. Aí é que o bicho começa a pegar.

Paralelamente com essa trama mirabolante de caçador de vampiros, quem conhece o mínimo de história mundial sabe que Lincoln foi presidente dos EUA em algum momento do passado. Juntar essa parte surreal aos fatos verídicos acaba soando um pouco frágil na trama. Porém, isso vale para quem presta atenção de fato ao roteiro. E prestar atenção aos pormenores do roteiro é tarefa complicada no filme, pois Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros tem ação demais, é um espetáculo visual – um tanto exagerado para o meu gosto, devo dizer.

Com tanta ação, fica difícil classificar Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros como um filme de terror. De qualquer modo, há sangue e monstros o bastante para que seja possível colocar Terror como um subgênero do filme. Se você quer entretenimento sem compromisso, pode ir ver esta produção sossegado. É ágil, é em 3D e dá para dar umas risadinhas. Agora, se sua alma for mais crítica, talvez não seja tão legal a experiência para você. Ah, o filme tem produção de Tim Burton.

Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros estreia no dia 7 de setembro nos cinemas nacionais, com distribuição da Fox. Você pode ver o trailer aqui.

Nota: 6,5 de 10

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