A Nova Era dos Zumbis

Os zumbis são figuras já comuns no entretenimento. O que surgiu como folclore ou mitologia da América Central ganhou as telas da forma como vemos hoje pelas mãos do cineasta norte-americano George A. Romero em A Noite dos Mortos-Vivos. Mas essa parte da história já foi contada aqui. O interessante é que a moda não ficou presa apenas ao cinema e, posteriormente, ao home vídeo. Ela partiu para outras mídias, sendo retratada nos quadrinhos e, mais recentemente, nos vídeo games. E este é o ponto de partida da hoje famosa série de games e de filmes de Resident Evil.

Apesar da grande quantidade de produtos derivados do tema, os mortos vivos estouraram no mundo dos games em 1996, quando a japonesa Capcom criou um jogo para o console PlayStation chamado Biohazard. A história era bem simples, porém, assustadora e inovadora.

Em Raccoon City, uma série de crimes violentos, com toques de canibalismo, estão acontecendo e uma unidade especial da polícia é enviada ao local para investigar. A primeira equipe chega à cidade e desaparece, o que faz com que a central envie um segundo grupo de investigadores para descobrir o que aconteceu. Neste grupo estão Jill e Chris, personagens que o jogador controla em diferentes momentos da trama. O que eles descobrem é que a Umbrella Corporation está realizando testes com um vírus (o T-virus), que foi liberado no ar e causou uma série de mutações nos moradores da região.
O sucesso foi enorme e logo gerou continuações para o game, que migrou para outros consoles também, como o Sega Saturn e o Nintendo 64. Até 2010, quase 30 variações de Biohazard, batizado em sua versão ocidental de Resident Evil, foram lançadas desde 1996. Com o surgimento de novas plataformas, como PlayStation 3, Xbox e demais consoles, mais versões do famoso game pintaram – e ainda serão produzidas, enquanto houver demanda.

O desenvolvimento da versão cinematográfica de Resident Evil foi realizado por Paul W. S. Anderson, cineasta britânico cuja carreira ganhou destaque internacional depois que ele adaptou para a telona o game Mortal Kombat com muito sucesso. Entre altos e baixos nos anos seguintes, Anderson escreveu o roteiro de Resident Evil, que ele levou para as salas de cinema em 2002 e foi muito bem nas bilheterias. A história do filme, no entanto, fugiu um pouco da linha narrativa do game original, já que Anderson criou uma personagem nova Alice (interpretada por Milla Jovovich) e a colocou no cenário do jogo, combatendo o mesmo inimigo que Chris e Jill faziam nos consoles, a Umbrella.


Ainda sob a batuta de Paul W. S. Anderson, não como diretor, mas como produtor e roteirista, surgiram outros filmes dando sequência à bem-sucedida trama criada no filme de 2002. Em 2004, a personagem Alice ressurge em Resident Evil 2: Apocalipse. A valente heroína desperta em um laboratório em Raccoon City, que agora está tomada pelos mortos vivos. O exército decide exterminar qualquer ser vivo dentro dos limites da cidade, para evitar que a praga escape e tome o mundo. Alice então se une a um grupo de soldados para evitar que isso aconteça. Outro sucesso de público.


A terceira parte da saga de Alice acontece em 2007, quando Anderson recruta o cineasta Russell Mulcahy para dar um toque mais apocalíptico ainda a Resident Evil, que ganha o subtítulo de “A Extinção”. Como o nome já sugere, o planeta agora está tomado de zumbis e são os humanos que vivem cercados, tentando sobreviver. Alice novamente se vê em um laboratório de clonagem quando desperta e descobre que possui habilidades sobrehumanas. Ela parte para o deserto, onde está um grupo de nômades, a quem ela ajuda a encontrar um local seguro para recomeçar a vida. Mas não antes de enfrentarem dezenas de mortos-vivos.
Novamente, boas bilheterias mundo afora. Até 2007, a franquia somava quase US$ 400 milhões somente nos cinemas, fora o home vídeo.

Paul W. S. Anderson, criador da série de filmes, estava em busca de renovação da saga de Alice (sempre Jovovich, agora sua esposa) e seus amigos, que sobreviveram ao caos de Resident Evil 3: A Extinção (2007). Porém, como reinventar algo que já foi bastante explorado em três filmes? A solução não estava apenas na trama, mas na apresentação dela. Em alta hoje no mundo inteiro, a tecnologia de exibição em três dimensões parecia ser a saída ideal para dar novo fôlego ao novo capítulo. E foi isso mesmo o que aconteceu em Resident Evil 4: Recomeço.

Em adição ao recurso tecnológico para as filmagens, o roteiro, novamente assinado por Anderson, tratou de desfazer o que muitos fãs do game acharam ruim quando o primeiro filme foi lançado – trazer os personagens originais do jogo para a telona. Com isso, Jill Valentine (que já havia aparecido no segundo filme, vivida por Sienna Guillory) retorna e encontra seu parceiro de game, Chris Redfield, além de outros personagens dos outros filmes. A premissa continua a mesma, com Alice buscando derrubar a Umbrella Corporation, ao mesmo tempo que tenta ajudar os sobreviventes a encontrar um lugar seguro, supostamente conhecido como Arcádia.


Se os três filmes anteriores somaram juntos algo perto de US$ 400 milhões, a quarta parte sozinha somou cerca de US$ 280 milhões. O 3D realmente deu certo para a franquia Resident Evil, pois o quinto filme da série, Resident Evil 5: Retribuição será lançado com versões em três dimensões. E há mais uma novidade: desta vez, o filme chega também em IMAX.

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