A Morte do Demônio: remake ou releitura de um clássico?

Saudações,

Depois de meses sem escrever uma linha sequer aqui, um bom motivo me tira da corrida rotina cotidiana: a estreia de A Morte do Demônio, esperada adição à franquia Evil Dead, criada em 1981 por Sam Raimi. Bom, antes de qualquer outro comentário acerca do tema, já vou adiantar que adorei o filme, achei excelente e desde já recomendo.

Poster oficial da Sony para o filme no Brasil
Poster oficial da Sony para o filme no Brasil

Falar Evil Dead é um algo que pode causar certa polêmica, já que há fãs e FÃS do filme original, sua refilmagem do próprio Raimi (chamada aqui no Brasil como Uma Noite Alucinante) e uma sequência mais voltada para a ação e para a comédia do que para o terror. Os mais fervorosos, saibam que sou fã dos três filmes, entendo cada um como uma peça de arte independente uma da outra, inspiradas no mesmo tema do clássico de 1981, e digo de antemão que o que escreverei a seguir nada tem a ver com o passado, à exceção das referências que usarei para construir a análise do filme que estreia no final desta semana, mais precisamente no dia 19 de abril de 2013.

Feitas as ressalvas, vamos ao que interessa – A Morte do Demônio, de 2013.

Já me perguntaram no Facebook se é o Sam Raimi quem dirige o novo filme. A resposta é não, ele é o dono da festa, mas tem função de produtor e deu total liberdade criativa para o diretor, o uruguaio Fede Alvarez, que escreveu o roteiro ao lado de seu colaborador Rodo Sayagues. E essa resposta nos leva a outra série de questões a respeito do lançamento, já que muita gente pensava se tratar de um remake, realizado pelo próprio Raimi, renovando o sucesso que o revelou para o alto escalão de Hollywood. Honestamente, digo que FELIZMENTE, não foi Raimi quem conduziu as câmeras ou a caneta. Entretanto, tudo passou por seu crivo e aprovação antes de ganhar vida na tela, portanto, podem ficar sossegados.

A sinopse curta de A Morte do Demônio é a seguinte: Mia, seu irmão e mais três amigos partem para um retiro em uma cabana que pertence à família da garota. A meta é passar uns dias lá para que Mia se afaste das drogas, já que ela tem tido problemas para controlar seu vício depois que sua mãe morreu. O que os jovens não sabem é que a casa foi palco de um ritual para expulsar um demônio poderoso e que um livro que estava lacrado no porão pode libertar a entidade novamente. Sem saber disso, um dos visitantes abre o livro e pronuncia algumas passagens dele – o que é o bastante para iniciar uma sequência de possessões, mortes e brutalidade, tudo para abrir a passagem para o demônio tomar de assalto a terra.

Deste ponto do texto em diante, começo a fazer comparações, então, quem não quer saber muito sobre o filme, contente-se com o que escrevi até agora, respire fundo e prepare-se para um espetáculo de sustos, aflições, gore e sangue a rodo no cinema. Continuando…

…Fede Alvarez está debutando no cinema norte-americano e já começa apadrinhado por Sam Raimi e Bruce Campbell, que aprovaram o texto que ele e seu colega Rodo Sayagues escreveram, baseados no original. A ideia, segundo Fede em várias entrevistas que vi dele sobre o tema, foi retomar o conceito violento e ousado do original, mas atualizando a história, com a liberdade de fazer mudanças na estrutura, respeitados certos limites. Limites estes que o diretor/roteirista seguiu bastante de perto, já que ele muda o protagonista, cria uma introdução para a trama e dá outro mote para a viagem à cabana, entre outras coisas mais.

O fatídico livro aberto...

Em poucas palavras, a versão de Alvarez para A Morte do Demônio não é uma refilmagem, em minha opinião. Trata-se de uma releitura, que atualiza, que renova a história, mas que não perde em termos de força e de entretenimento, comparando-se com o original, suas obras derivadas e com outros sucessos recentes do gênero, como as refilmagens de A Hora do Pesadelo, Halloween, a série Jogos Mortais e diversos outros exemplos. O que mais me chamou a atenção no filme foi a forma como ele é conduzido mesclando itens do trabalho de 1981, novos elementos, efeitos visuais mecânicos e digitais, música e ambiente, o que somados gera um ar macabro dentro da sala. Se o filme fosse em 3D, teria gente que morreria do coração lá dentro, de verdade.

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Para concluir, vou deixar no ar os pontos mais importantes da trama, para não estragar a diversão de vocês que estão lendo este texto. Vejam abaixo o trailer do filme, legendado, e estudem com carinho a possibilidade de ir ao cinema. Garanto que quem for, terá uma experiência intensa, que pode ser boa ou ruim, dependendo do estômago de cada um. Mas não se preocupem, pois A Morte do Demônio não vai contra nenhum preceito moral e cívico do público, nem tem como proposta causar efeito social, político ou religioso. O filme é entretenimento extremo, com boas doses de adrenalina.

https://www.youtube.com/watch?v=JBfub8SbtvU

Espero que vocês gostem. Em breve, posto resenhas de outros filmes que vi recentemente. Só não digo quando para não frustrar ninguém caso eu não consiga parar para escrever.

Nota 10 de 10.

 

 

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