TOP 25 filmes de terror lançados em 2018

Fugindo um pouco do tradicional TOP 10, de focar em produtos para o cinema e os blockbusters de sempre, o GUIA DE TERROR traz para fechar este importante ano da retomada do blog uma relação com os 25 melhores filmes lançados em 2018, incluindo especialmente produtos independentes e que saíram diretamente para o home vídeo, em DVD ou digital. São títulos que considero de valor, sem desmerecer os demais, afinal, quanto mais filmes de terror chegando ao mercado, seja qual for a forma, são bem-vindos. Note que a minha preferência é por produções para locação, logo, os 15 primeiros itens da lista a seguir são novidades para home vídeo, sendo que comento, entre os 10 filmes finais, lançamentos em cinema.

Não se trata de um ranking, apenas enumero os filmes para não perder a conta mesmo. Vou incluir uma breve observação sobre cada produção, uma nota e uma imagem, pois nem todos receberam crítica ou sinopse aqui no blog. Ah, e não haverá lista dos piores, não creio que seja ético descer a lenha em quem produz conteúdo para os fãs, vale mesmo o esforço, mesmo que o resultado não agrade a todos.

1. O Enviado do Mal (Still/Born)

Produção independente canadense escrita e dirigida por Brandon Christensen, o filme tem sua maior força na soma de duas bases: a protagonista vivida por Christie Burke e a atmosfera criada por uma trama lenta, que vai se desenvolvendo devagar para criar uma sensação de paranoia e dúvida.

A verdade é que a produção até consegue manter o clima e Christie leva bem a personagem até certa altura da história, que acaba demorando para chegar ao clímax e isso pode cansar quem busca algo mais ágil.
NOTA 8

2. O Grito da Morte (Dead Story)

Essa é aquela pérola que você acha quando menos espera. O filme não é uma maravilha, trata-se de uma produção independente e trabalha mais a trama do que os efeitos e é justamente isso o que eu valorizo aqui. Além dos sustos, visões e pesadelos da protagonista (a bela Kelsey Deanne), que são bem-feitos e tal, o que me chamou a atenção foi justamente a tensão criada entre marido e esposa durante todo o terror que ela está passando sozinha na casa assombrada.

Claro, isso culmina no clímax da história e o fim acaba sendo nada surpreendente.
NOTA 7

3. A Pele Fria (Cold Skin)

Um dos melhores filmes do ano, na minha opinião, é o mais novo trabalho do francês Xavier Gens, muito mais lembrado por um filme não tão bom também lançado esse ano aqui no Brasil, e muito cultuado por ter sido a mente doentia por trás de (A) Fronteira. Em A Pele Fria, Gens coloca o público numa situação incômoda ao retratar a história de um homem que vai trabalhar num posto de proteção contra algo que ele não conhece.

Quando descobrimos do que se trata e a relação que surge entre o novato e a ameaça, descobrimos um conflito que serve como boa crítica à nossa atual sociedade.
NOTA 9

4. Mãe e Pai (Mom & Dad)

Como eu me diverti vendo esse filme! Nicolas Cage e Selma Blair estão bizarros como um casal de classe média que, depois de infectado por sei lá que moléstia, começa a caçar seus filhos para matá-los. A trama é simples, a execução é sanguinária e alucinada, um prato cheio para fãs do cinema splatter, trash mesmo.

Realmente, o grande barato é ver esse casal, que eu nunca pensei em ver antes juntos em cena, incorporar os doidos assim. Boa sacada a história também, com humor negro e ação.
NOTA 8

5. Apartamento 212 (Gnaw / Apartment 212)

Muito do crédito que esse filme ganha vem da escolha da protagonista, vivida por Penelope Mitchell (de Hemlock Grove), que expressa em seu semblante a decadência que a personagem pede e sua lenta queda ao fundo do poço depois de se mudar para o referido apartamento do título.

Efeitos simples, boa edição e momentos ágeis funcionam muito bem em um filme direto para DVD e digital.
NOTA 7

6. Contos de Halloween (Tales of Halloween)

Antologia de terror composta por 10 contos, esta produção tem um rol de diretores de renome por trás das câmeras, num projeto encabeçado pela atriz e cineasta belga Axelle Carolyn. As histórias têm como ponto de ligação a noite de Halloween e cada uma delas aborda um tipo de personagem de terror diferente.

Além de ser bastante ágil e não ter aquela cada de enlatado feito para a TV, dá para ver que cada conto tem realmente a mão de seu criador. 
NOTA 8

7. Depois do Apocalipse (Hostile)

Já resenhei esse filme aqui para o blog há algumas semanas e entrevistei o diretor Mathieu Turi a respeito desse trabalho. Gostei bastante, apesar de achar a protagonista um pouco fraca para ter uma trama toda ao redor de seu calvário.

De qualquer modo, revendo o filme para esse post reafirmo que é um bom exemplar da safra ‘pós-apocalipse’ que chega todos os anos ao mercado com muitos filmes ruins. Mescla de ação, drama e terror.
NOTA 7

8. Zona Mortal (Radius)

Baita ideia, execução mediana. Quando vi o trailer desse trabalho vindo da boa escola Canadense de cinema fantástico, fiquei com água na boca. A maior crítica do filme é sobre relações humanas ao contar a história de duas pessoas que têm o ‘dom’ de matar quem se aproximar demais fisicamente deles, mas os dois não têm qualquer controle sobre isso.

Um homem e uma mulher que não se conhecem descobrem que são os únicos que podem chegar perto um do outro sem sofrer as consequências dos demais mortais na mesma situação. Achei digno.
NOTA 7

9. Vozes da Escuridão (A Dark Song)

A história de uma mulher disposta a qualquer coisa para ter de volta o filho que morreu ganha tons macabros e sobrenaturais aqui. O filme é muito simples, quase minimalista em sua construção ao narrar o trânsito todo da realização de um ritual satânico por uma moça que quer de volta seu filho falecido.

Todo o rito é orientado por um guia e a cada nova passagem do ritual vemos a tensão crescer, sem saber de fato o que vai acontecer, se dará certo tudo o que está sendo feito. Gostei bastante.
NOTA 8

10. Origin (Origin)

Série original do YouTube Premium, Origin me chamou a atenção pelos teasers e pelo visual, num primeiro momento. Depois, assistindo aos episódios, gostei bastante do desenvolvimento da trama, apesar de ficar um pouco confusa.

Bastante gore e momentos que lembram Enigma do Horizonte, no que diz respeito ao clima de mistério e ao suspense. A certo ponto da temporada, já dá para matar a charada e acaba perdendo a graça. Mesmo assim, recomendo.
NOTA 7

11. Diablero (Diablero)

Essa série mexicana que estreou na Netflix semana passada entrou na lista aos 45 do segundo tempo, mas, depois de conferir essa produção original da plataforma, não tive como deixar de fora. Não é nada de novo, não é nada de impressionante, mas a trama é bem contada e tem bastante ação, além dos efeitos práticos e do humor negro lembrarem um pouco os filmes de Sam Raimi.

Muito interessante sem apelar para o convencional, fugindo justamente dos ‘video games’ que as séries norte-americanas estão se tornando hoje em dia. Recomendo!
NOTA 8

12. Maus (The Maus)

Sujo, escuro e violento, esse filme me chamou a atenção também por sair um pouco do trivial norte-americanismo que domina o mercado. Essa produção espanhola se passa na Bósnia e ‘brinca’ com a mitologia muçulmana sobre demônios e amuletos.

Maus traz momentos dramáticos e de violência, numa trama de traição que rende boas doses de tensão até que a moça se vê à beira da morte e algo maligno surge. Bem interessante.
NOTA 7

13. Verônica (Verónica)Um filme incomum sobre possessão e comunicação com os mortos, fugindo também do tradicional enlatado sobre as famosas tábuas ouija. Para começar, trata-se de uma produção espanhola sob a direção (e execução) de Paco Plaza, o realizador de nada menos que REC e seus derivados – ou seja, podemos já antes de ver o filme esperar uma paulada.

Na verdade, é um pouco menos que isso, mas não é menos divertido. Bem escuro, clima tenso e assustador e momentos de tensão a rodo. 
NOTA 8

14. Raw (Raw / Grave)

E então chegou à Netflix o filme que fez plateias vomitarem e os mais sensíveis desmaiarem, Raw. Sinceramente, é um bom filme, bem dramático e intenso, mostrando cenas de violência e canibalismo, muito vermelho-sangue contrastando em cena, feito para chamar a atenção… E só. Não é genial, não é maravilhoso, mas tem seu valor.

O cinema franco-belga tem trazido para a Sétima Arte bons exemplares de terror e não é de hoje. Esse aqui se encaixa no perfil, só que o excesso de drama, muito explorado de forma física pela protagonista, dá uma diluída no terror propriamente dito.
NOTA 7

15. Bird Box (Bird Box)

Outra adição nos acréscimos de 2018, não sei bem ainda se ele deveria estar aqui, fechando os 15 primeiros da lista de destaque do home vídeo. Produção caprichada e amplamente divulgada na mídia, exclusividade da Netflix e estrelada por Sandra Bullock e grande elenco, Bird Box fez muito barulho para entregar um material final apenas bom. É terror de entretenimento.

Para quem gosta do estilo suspense e sustos, tensão e algumas cenas de violência, trata-se de bom entretenimento. Quem esperava algo mais visceral, como me pareceu a propaganda, ficou um pouco a desejar. Ainda assim, vale a conferida.
NOTA 7

16. Um Lugar Silencioso (A Quiet Place)

Um dos melhores filmes do ano, nunca o silêncio fez tanto alarde. Trocadilho desnecessário à parte, diferentemente do filme estrelado por Sandra Bullock, em que a visão é o sentido em destaque, Emily Blunt e companhia lidam com criaturas violentas que atacam quando sons são emitidos. Além do clima de desolação, pós-destruição da sociedade como a conhecemos, muito bem desenvolvido, e de um núcleo protagonista muito bem entrosado, temos o mix ideal de suspense e terror em tela.

Se vale a comparação, tanto Um Lugar Silencioso quanto Bird Box ganharam estratégias perfeitas de marketing, cada um na sua plataforma principal, mas apenas o primeiro entregou um produto à altura. É bom, muito bom.
NOTA 9

17. Hereditário (Hereditary)

Com a divulgação digna de um blockbuster e a fama de ser um novo ‘O Exorcista’, este filme chegou ao home vídeo com boa crítica e bom público nos cinemas. Aluguei no Google Play e depois descobri que estava já disponível no Amazon Prime para os assinantes, uma tristeza. Enfim, eu teria gostado de ver o filme no cinema, porém, ele é ‘O Exorcista’ demais, até nos clichês.

Obviamente, sua trama é muito boa e nos leva por caminhos inesperados e assustadores. Cenas fortes, mortes sem dó e uma ótima protagonista (Toni Collette) fazem de Hereditário um filme a ser visto, com certeza.
NOTA 9

18. A Mata Negra (A Mata Negra)

Um dos melhores filmes de terror brasileiros que eu já vi e um ótimo produto de terror, de forma geral, A Mata Negra mostra que podemos gerar boas produções de gênero em grande nível e estilo, com capacidade e qualidade para bater qualquer filme estrangeiro de terror. Sem exagero. Claro, o filme tem um limite, que para mim é o elenco um pouco inexperiente, mas isso nem de longe é um problema para que o trabalho de Rodrigo Aragão e companhia brilhe.

Boa trama, bom ritmo e muito gore, estilizado por efeitos práticos de maquiagem, especialidade de Aragão. Muito recomendado!
NOTA 8

19. As Boas Maneiras (As Boas Maneiras)

Aos poucos a trama conduzida pela dupla Juliana Rojas e Marco Dutra vai se revelando uma dúbia construção, narrando uma relação que nasce entre duas mulheres bem diferentes e também um destino misterioso que vai sendo desenvolvido de forma tensa, unindo as duas pontas num determinado momento e então fica claro e não tem mais saída. Adorei a história, um roteiro legal e uma boa escolha de atores.

Vale uma espiada para ver a Marjorie Estiano num terrorzinho, mas ela não é a protagonista!
NOTA 8

20. A Casa do Medo – Incidente em Ghostland (Ghostland)

Muito esperado e muito badalado, esse filme é o trabalho mais recente de Pascal Laugier, do excelente Mártires (2008), e ele retoma um pouco daquela atmosfera traumática e ameaçadora que o cineasta costuma construir em seus filmes, além da violência nada sutil. Aqui, temos uma história contada em dois momentos temporais da vida de uma garota, quando ela era adolescente e sua família é atacada, e no que seria o presente, com ela adulta sofrendo com o trauma de voltar ao local do crime.

Só que a história não terminou e lá vamos nós de novo para o terror. Muito bom.
NOTA 8

21. A Casa Que Jack Construiu (The House That Jack Built)

Temos agora o polêmico cineasta Lars Von Trier voltando a visitar o terror. Sua primeira passagem pelo gênero foi em 2009, com Anticristo, em que ele trabalha um duelo entre marido e esposa num lugar isolado e muita tensão. Em A Casa Que Jack Construiu, a solidão dá lugar à psicose na forma de um serial killer em ação, interpretado pelo ótimo Matt Dillon. Novamente, muito barulho para um filme bom.

Violência estilizada, jogo de câmera, edição padrão Von Trier, música que salta, cor, com uma trama em pedaços (ou incidentes), como de costume. Gostei bastante.
NOTA 8

22. O Animal Cordial (O Animal Cordial)

Mais um bom filme da safra do terror nacional em 2018. Muita comparação com Tarantino acabou dando um destaque negativo, a meu ver, ao filme, já que você já vai para a sessão pensando nisso. Terror psicológico forte, crítica social, crítica às relações trabalhistas, crítica ao ser humano mesmo. Aqui, colocam-se diversos personagens distintos numa panela de pressão e vemos a humanidade se deteriorar numa luta pela sobrevivência.

Muito clima, pouco sangue, ótima trama. 
NOTA 8

23. A Noite Devorou o Mundo (La nuit a dévoré le monde)

Cinema francês dando as caras numa produção independente, simples e muito eficiente. Num mundo tomado por zumbis, um homem vive solitário em um apartamento, dia após dia, sem futuro. Vemos um retrato muito interessante da solidão como uma bomba relógio, em que a aproximação da morte se dá com os mortos chegando cada vez mais perto.

Uma pitada de desastre surge quando uma mulher, viva, ou quase, entra em cena. Bem legal.
NOTA 7

24. Halloween (Halloween)

Não poderia fazer um TOP de qualquer coisa relacionada ao terror em 2018 sem falar de Halloween. Sem releituras, sem remakes. Uma nova etapa à história original, trazendo de volta não só o homem de máscara, como também sua eterna sobrevivente, vivida por sua intérprete original, Jamie Lee Curtis. Só isso já valeria o ingresso, mas temos um bom filme também, pecando em tentar se ajustar uma trama clássica à realidade juvenil diferente da original.

Achei desnecessária essa brincadeira, mas se esse é o preço para ver Curtis de volta, que seja! Direção OK de um estreante no gênero, roteiro médio, coescrito por um comediante (não muito bom).
NOTA 7

25. Cadáver (The Possession of Hannah Grace)

Aquela menção que fiz anteriormente sobre os filmes serem ‘video games’ faz referência exatamente ao que temos aqui, em Cadáver. Primeiro, o título já estraga, pois, a equipe de marketing que o criou fez o possível para sair do tradicional ‘A Possessão de…’ e deu com os burros n’água, já que a trama toda é essa, apesar de realmente a dita cuja ser um cadáver afinal. Segundo, há uma boa sacada em contar uma história depois de um exorcismo, algo que eu não me lembro de ter visto antes e é bem curioso isso.

Achei o clima do filme bem tenso, as atuações são OK, há uma boa dose de violência, mas o texto é bem óbvio, logo, não esperem revelações. É divertido, bem-feitinho e só.
NOTA 7

 

 

4 comentários sobre “TOP 25 filmes de terror lançados em 2018

  1. Há várias pérolas dentre os citados. Já alguns não me apeteceram.
    Mas como é possível acrescentarem Mãe e Pai e deixarem de fora o excelente Mandy, único filme do Nicolas Cage que se salva nos últimos anos?

    Curtido por 1 pessoa

    • Rodrigo, foi questão de critério. Eu busquei incluir no top apenas filmes lançados oficialmente no Brasil. Mandy só chegou agora em janeiro.

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