Siembamba – A Canção do Mal

Siembamba – A Canção do Mal
(Siembamba / The Lullaby)

Origem: África do Sul/2017
Elenco: Brandon Auret, Reine Swart, Thandi Puren, Deànré Reiners, Dorothy Ann Gould, Samuel Frauenstein, Shayla-Rae McFarlane, Lara de Villiers
Direção: Darrell Roodt
Roteiro: Tarryn-Tanille Prinsloo

Sinopse: Voltando à sua cidade natal, Eden Rock, e devastada pelo nascimento de seu primeiro filho, Chloe van Heerden, de 19 anos, tenta chegar lidar com a indesejada maternidade. Apesar do apoio de sua mãe, Ruby, que também foi mãe muito cedo, Chloe luta para aprender a cuidar do bebê. Com um impulso anormalmente elevado para proteger seu filho, Chloe vê perigo em todas as situações. Atormentada, ela faz uma visita ao psicólogo da família, Dr. Timothy Reed, que diagnostica seus pensamentos obscuros e a ansiedade como um caso de depressão pós-parto. Mas seria apenas isso ou há algo de maligno tomando conta dela?

Status do filme: Em digital e DVD em fevereiro, A2 Filmes.

Classificação: 8 de 10

Opinião: Lento e escuro, com interpretações fortes e grande apelo psicológico, Siembamba me agradou muito e trouxe à luz uma escola de cinema que eu não conhecia, a sul-africana. Outra inovação foi uma abordagem bastante realista sobre um tema que hoje está bem em exposição no cinema de terror – a maternidade. Com tantos demônios e espíritos dominando os bebês e as mamães por aí, esta produção se aproxima mais de aspectos psiquiátricos da situação e coloca lado a lado a paranoia e o desespero de quem não sabe diferenciar realidade e imaginação, numa típica demonstração de depressão pós-parto, claro, com uma pitada sobrenatural.

Trata-se de um terror, sim, mas também de um drama. E justamente por isso que pede certa dose de paciência ao espectador, que deve ter em mente que há toda uma atmosfera em construção aqui, diferentemente de outras produções parecidas, que querem o jump-scare, o susto fácil (a famosa ‘piada de peido’ do terror moderno), e usar efeitos de computador. A atriz Reine Swart ganha destaque como a protagonista. Sua interpretação é bastante visceral e vemos em sua face uma sombra crescer e nos contagiar, duvidando do que estamos vendo em tela, assim como ela. Gostei e recomendo.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.