Brightburn – Filho das Trevas

Superman do mal? Versão maligna do Super-Homem? Anti-heroi? Filho das Trevas? Bom, Brightburn chegou à mídia assim, querendo viralizar para fazer barulho nos cinemas e o visual do filme acabou dando essa ideia mesmo, claro, para levar o povo para ver se era verdade essa ‘versão’ demoníaca do Homem de Aço adolescente. Olha, passou longe, exceto pela cópia em papel carbono da trama original do personagem da DC.

Âmago

Uma mulher desperta no chão da sala, há sangue ao seu redor. Ela lentamente se levanta e começa a chamar por sua filha. No quarto, ela encontra a criança deitada, imóvel. O desespero toma conta da mulher. Este é apenas o começo do curta-metragem Âmago, de Leo Miguel, realizado pela Das Ruas Produções. A trama traz para a tela a história de uma família que vive sob a sombra da violência doméstica e ganha cores sobrenaturais quando a pequena Yasmin entra contato com um misterioso livro. O curta-metragem conta com a atriz Carolina Iecker, Andre Farias e Aline Pessanha.

A Maldição da Chorona

Mais uma produção mediana a entrar no rol de membros da franquia A Invocação do Mal, assim como A Freira. Não é preciso sequer fazer um esforço para perceber que tudo é meio plástico, pasteurizado, fabricado para ter uma identidade visual, literalmente franqueado ao primeiro filme. A fotografia, escurecida artificalmente, dá a sensação de que nunca é dia. Os movimentos de câmera e certos enquadramentos lembram muito A Morte do Demônio – visualmente, digo, longe de ser uma nota positiva. Na metade do filme, tive a sensação de que qualquer coisa, a qualquer minuto poderia ser motivo para um pulo – o que é péssimo, já que a história seria o suficiente para gerar a tensão. Recursinho barato e feito para satisfazer quem foi ao cinema só para tomar um susto.

Mal Nosso

Arthur é um homem com poderes mediúnicos. Avisado pelo seu mentor espiritual que uma entidade demoníaca pretende destruir a alma de sua filha, ele toma medidas drásticas, contratando um serial killer nas profundezas da deep web.

Halloween

E assim vamos, ansiosos pelo reencontro com a irmã, décadas depois. Só que até lá tem muito chão e tudo parece repetido demais, a música, as cenas, a câmera, os personagens… Começa a soar como um remake dentro de um filme que deveria ser novo.
A verdade é que não há uma construção lógica explícita para que Myers vá atrás da sua família, mas ele vai – e é lógico que ele vai! Ou não teríamos motivo para um novo filme, senão colocar os irmãos frente a frente, dois loucos, cada um a seu modo. E a verdade é que esse filme era tão esperado que mesmo com tanta baboseira, inclusive uma supresinha relativa ao… [sem spoiler!]. O filme acaba sendo divertido, se não pela curiosidade, pela aura toda ao seu redor. Recomendo até para quem não é fã.

Siembamba – A Canção do Mal

Lento e escuro, com interpretações fortes e grande apelo psicológico, Siembamba me agradou muito e trouxe à luz uma escola de cinema que eu não conhecia, a sul-africana. Outra inovação foi uma abordagem bastante realista sobre um tema que hoje está bem em exposição no cinema de terror – a maternidade. Com tantos demônios e espíritos dominando os bebês e as mamães por aí, esta produção se aproxima mais de aspectos psiquiátricos da situação e coloca lado a lado a paranoia e o desespero de quem não sabe diferenciar realidade e imaginação, numa típica demonstração de depressão pós-parto, claro, com uma pitada sobrenatural.

Operação Overlord

Muito, muito divertido! Uma história com ação, suspense, gore, guerra e nenhum pouco de tédio. A direção interessante do novato Julius Avery, em seu segundo trabalho dirigindo longas-metragens (o primeiro foi o policial de ação Sangue Jovem, de 2014), teve uma boa química com o roteiro de Billy Ray, roteirista com diversos thrillers de ação envolvendo o mundo militar (Capitão Phillips e Plano de Vôo, por exemplo) e que escreveu a adaptação para o cinema de Jogos Vorazes. O resultado é uma mescla muito legal de ação e terror.

Circus Kane – O Circo dos Horrores

É ruim mas é bom… Soa como um clichê e cai como uma luva ao mesmo tempo. Brincadeiras à parte, Circus Kane é divertido. Não é um filme feito para assustar, apesar de ter alguns ‘jump-scares’ aqui e acolá, e sua grande virtude é ser escrachado, copiando de forma bastante clara diversas referências e, apesar de ser independente ao extremo e ter um orçamento bem enxuto, não falta sangue e gore. Falando das cópias, há conceitos claros de origem na franquia Jogos Mortais, assim como há também ao Pennywise. Cria-se, em oposição a isso, algo original no que diz respeito a toda a lenda ao redor do Balthazar Kane, que é o idealizador da brincadeira e tem sua trajetória bem contada e ele é a estrela do filme.

Circus Kane – O Circo dos Horrores

É ruim mas é bom… Soa como um clichê e cai como uma luva ao mesmo tempo. Brincadeiras à parte, Circus Kane é divertido. Não é um filme feito para assustar, apesar de ter alguns ‘jump-scares’ aqui e acolá, e sua grande virtude é ser escrachado, copiando de forma bastante clara diversas referências e, apesar de ser independente ao extremo e ter um orçamento bem enxuto, não falta sangue e gore. Falando das cópias, há conceitos claros de origem na franquia Jogos Mortais, assim como há também ao Pennywise. Cria-se, em oposição a isso, algo original no que diz respeito a toda a lenda ao redor do Balthazar Kane, que é o idealizador da brincadeira e tem sua trajetória bem contada e ele é a estrela do filme.

TOP 25 filmes de terror lançados em 2018

Fugindo um pouco do tradicional TOP 10 e de focar em lançamentos para o cinema, o GUIA DE TERROR traz para fechar este importante ano para a retomada do blog uma relação com os 15 melhores filmes lançados em 2018, incluindo apenas produtos independentes e que saíram diretamente para o home vídeo, DVD ou digital. Depois, elencarei os 10 filmes que passaram pelos cinemas nacionais ao longo do ano, totalizando 25 títulos que considero de valor, sem desmerecer os demais, afinal, quanto mais filmes de terror chegando ao mercado, seja qual for a forma, são bem-vindos.

Bethany – A Amiga Imaginária

Gostei bastante do trabalho de Bressack, usando um ambiente escuro, efeitos simples e boa edição, fazendo links bacanas e incomuns entre as cenas, além, claro, da trama que se mantém bem interessante, apesar de começar um pouco lenta. Apesar de aparecer em destaque no pôster, Tom Green, famoso por comédias não tão divertidas (para mim), aparece pouco, deixando o palco todo para o par Stefanie Estes (Claire) e Aaron (Zack Ward), com boas aparições para Shannen Doherty mostrar seu lado malvado. Como cada personagem transparece bem seu passado e sua relação com a situação presente, conseguimos ter uma boa perspectiva do que vai se dissolvendo com a decadência que começa dentro da casa. Recomendo!

Mãe e Pai

O que diferencia esse filme dos demais do seu nicho? Nicolas Cage e Selma Blair. Simples assim. Eu nunca imaginei ver estes atores, outrora grandes estrelas de Hollywood, em cena correndo cheios de sangue e interpretando pais loucos querendo matar seus filhos. E o melhor é que isso é divertido! Cage já está naquela fase da carreira em que ele topa praticamente qualquer parada por um projeto que dê uma grana. Selma Blair sempre flertou com a comédia e o romance, ocasionalmente fazendo um thriller. Aqui, ela despirocou e entrou no papel. Recomendo demais o filme, acima da média.

Thelma

Quando recebi esse DVD para assistir, eu já tinha produzido o material de divulgação dele para a A2 Filmes e a sinopse foi totalmente focada no drama LGBT da protagonista, ficando em segundo plano o aspecto fantástico da trama. Depois de ver o filme e dar uma pesquisada, vi que muitos críticos o classificam como um título de terror também. Resolvi olhar melhor e realmente há muito de terror nele, mas não é algo explícito, é um horror psicológico que extravasa o limite da realidade e ganha tons sobrenaturais. Sem dar spoilers, essa explosão sobrenatural que menciono tem tudo a ver com o amor não vivido por Thelma, com sua nova fase de vida longe de casa e com os excessos cometidos por sua família, religiosa ao extremo. Posteriormente, descobrimos mais sobre o passado de todos e então fica mais claro o que acontece no presente. Enfim, é um bom filme, fora do mesmismo do cinema de terror atual, com fotografia linda e momentos muito intensos.

Não se Aproxime!

Eu realmente esperava ver um filme chato e tosco quando aluguei Não Se Aproxime! e acabei me enganando, ao menos parcialmente, já que o filme não é nem um pouco chato, apesar de tosco. Produção independente que se passa num set totalmente restrito e com efeitos de maquiagem rústicos, nada realistas. Mas é justamente isso o que dá ao longa o tom que ele, ao menos na minha visão, queria alcançar – a farsa. E faltam são momentos de gore e sangue grosseiros, que se passam em um porão escuro onde a ‘família perfeita’ estoca seu suprimento de órgãos humanos, inclusive com ‘os doadores’ em cativeiro.

Porta Para o Inferno

Quando o ex-policial de Los Angeles Brett Anderson aceita um trabalho como chefe de segurança de um velho conjunto de apartamentos em Sofia, capital da Bulgária, logo percebe que pode ter tomado uma decisão ruim, pois passa a vivenciar uma série de eventos bizarros e assustadores.

Piranha Sharks

Sendo bem direto nessa crítica, Piranha Sharks bebe na mesma fonte do sucesso recente do canal SyFy, Sharknado. O mesmo estilo, a mesma ‘tosquisse’, portanto, se você gostou dessa franquia, certamente gostará também de Piranha Sharks. As atuações são caricatas mesmo, com personagens beirando o ridículo, inclusive Kevin Sorbo, que ora está fazendo filmes religiosos ou para a família, ora dá uma deslizada e vem parar no mundo nonsense, como agora. Se o leitor é mais velho, pode lembrar dos filmes da série Tomates Assassinos, como exemplo. Logo, se o desejo for dar risada e ver um filme despretencioso, pode alugar que é diversão na certa. Só não assuma o compromisso de encontrar uma lógica ou qualquer aspecto de seriedade. A própria produção não se leva a sério, com cenas e efeitos bizarros mesmo. Bom, eu vi e gostei.

Arcade – Você Vai Entrar Nesse Jogo

Bom, desde o momento em que bati os olhos no título e depois no IMDb desse filme, já fiquei interessado em conferir. O último filme relacionando games e terror foi Brainscan, de 1994. Pelo trailer, já dá para ter uma ideia da trama e é bem aquilo mesmo – o rapaz é um nerd que vive apenas para o trabalho e passa seus dias entre o bar e a oficina onde repara jogos de fliperama. Quando ele conhece uma garota bonita e descobre que a loja vai fechar, tudo parece que vai mudar. Só que a grande mudança vem quando ele acha um misterioso pacote, um envelope contendo um circuito de um jogo. O rapaz coloca o game para rodar e logo uma mutação entre máquina e homem começa, alterando inclusive a percepção de realidade de todos ao redor daquele fliperama. Eu achei demais isso e a execução, apesar de ser de baixo orçamento, usa muitos efeitos de luz, câmera e sombra, além de maquiagem, dando um ar cult ao filme e isso funciona.

Halloween – A Lenda de Jack

Honestamente, é bem melhor do que eu esperava. Sério, é um filme de terror independente, realizado por um cineasta galês chamado Andrew Jones, e que de início parece mais um daqueles filmes de banho de sangue tosco, o típico terror B, trash que diverte. Na verdade, é bem mais que isso e eu vou explicar. Apesar de ser mais um produto a derivar da marca “Halloween” e indiretamente beber da mesma fonte dos slashers dessa época do ano, a trama segue por outro caminho, usando a data do Halloween com um significado voltado ao ocultismo, o que só por isso já é um diferencial. Outro fator interessante é o elenco, cujos piores intérpretes morrem no segundo ato, então o protagonismo se define e a ação fui melhor, sem caricaturas exageradas (o que é um pleonasmo, eu sei). 

A Mata Negra

A Mata Negra é um baita filme pelo conjunto de sua obra, por ter uma qualidade muito superior a uma vasta lista de filmes recentes que chegaram ao Brasil, seja qual for a mídia, de diversos lugares do planeta, e que foram sucesso. Ainda há uma máxima popular – muito errada – de que o cinema nacional é inferior ao estrangeiro, especialmente em comparação ao europeu ou norte-americano. Digo que isso não é verdade e não cito apenas esse trabalho do Aragão (e os demais), mas também trago para a pauta filmes recentes como O Diabo Mora Aqui, Diário de um Exorcista, Animal Cordial, Encarnação do Demônio, As Boas Maneiras, o seriado Supermax… Isso para dar alguns exemplos. Tem muita coisa boa de terror no mercado e mais ainda surgirão.

Sessão Cult: A Catedral

A Catedral é um dos melhores filmes de terror da safra italiana dos anos 1980. Apesar de sua produção hoje considerada mais tosca, com efeitos bastante simples, deixa no chinelo muita coisa recente, que investe pesado nos efeitos mas se esquece do essencial – uma boa história e um bom diretor. Tem bom clima, bastante sangue e gore e garante uma ótima diversão. Não deve faltar na coleção dos fãs de um bom terror.

Sessão Cult: A Bolha Assassina

Remake de um filme B de ficção científica dos anos 1950, A Bolha Assassina era um dos filmes que mais era exibido nas sessões de matinê na TV aberta brasileira nos anos 1990. Obviamente, eu vi e revi essa pérola diversas vezes, chegando até a alugar o filme nos tempos do VHS. O tempo passou, mas a aura desse filme segue cativante, seja por que é repleto de memórias afetivas particulares, ou, pois, olhando por uma perspectiva mais atual, um belo exemplar de filme trash e isso é muito atraente para fãs de terror. Fato é que fiquei sabendo que o Blu-ray nacional de A Bolha Assassina está saindo e achei interessante compartilhar esse texto aqui no Guia de Terror.

Sessão Cult: A Maldição dos Mortos-Vivos

Este é mais um trabalho de Wes Craven que, com sua criatividade habitual, leva o espectador a uma viagem pela cultura haitiana e seus mistérios, sempre provocando sustos e muita curiosidade. Colocando seu protagonista em situações surreais e mostrando um lado desconhecido da magia negra e do mito dos zumbis, o diretor constrói um cenário realista e impressionante, com personagens diferentes. Destaque para Bill Pullman, em início de carreira, que até então estava habituado a personagens cômicos e mostrou versatilidade neste filme.

Hotel do Medo

Uma jovem americana arruma emprego num hotel para trabalhar no período noturno e precisa lidar com as mudanças em sua vida longe de casa, já que ela está na Grã-Bretanha para estudar, vivendo sozinha e precisando se virar para sobreviver. Toda a narrativa inicial do filme é centrada nisso, com a garota conhecendo seu colega de trabalho e estranhando toda a situação. O que ela não sabe e nós, espectadores, já sabemos é que em determinado momento anterior houve um crime brutal – um homem matou várias pessoas – no hotel em que a jovem começa a trabalhar.

Sessão Cult: Deadly Blessing

Dirigido por Wes Craven, que levou grandes sucessos do Terror ao cinema, como A Hora do Pesadelo, Quadrilha de Sádicos e a trilogia Pânico, Deadly Blessing (sem título em português) foi lançado em 1981 e utiliza a temática religiosa para criticar o funcionamento das comunidades rurais dos EUA e seu fanatismo.

A história do filme gira em torno de um casal, Martha e Jim Schmidt, que, depois de se casarem, vão morar nas terras dele, vizinhas das terras do povo Hittite, do qual Jim fez parte até conhecer sua esposa. A família Schmidt não aceita o abandono do seu filho mais velho para casar-se com uma pessoa de fora da comunidade e faz de tudo para atrapalhar a vida do jovem casal.

O Enviado do Mal

Assim como aconteceu com Depois do Apocalipse, eu já tinha conferido esse filme há algum tempo, quando fiquei sabendo que chegaria ao Brasil. Revi há pouco para escrever esse texto e gostei muito. Não é um filme inovador, não tem uma trama diferentona, mas tem o suficiente para entreter por cerca de 85 minutos. Os destaques, para mim, são a bela e expressiva protagonista, Christie Burke, com seus olhos arregalados, e também o desenvolvimento tenso e quase silencioso do ambiente, que nos faz acompanhar o drama e a tensão da personagem principal. Christie vai muito bem no papel de uma jovem que tem uma grande perda no começo e vai decompondo sua sanidade dia após dia, enclausurada como seu bebê dentro de casa. O clima ajuda, o cenário também – a luz, nem se fala.